O histórico Manchester United fez história no Parque dos Príncipes

"Red devils" ganharam no Parque dos Príncipes por 1-3 com um castigo máximo convertido por Rashford, depois de desaire por 0-2 em Old Trafford.

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Lukuka calou o Parque dos Príncipes por duas vezes Reuters/CHRISTIAN HARTMANN
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A narrativa deste confronto dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões era a de um clube milionário com aspirações a entrar na elite do futebol europeu contra um histórico em crise. Mas o que aconteceu no Parque dos Príncipes foi esse clube histórico a escrever mais uma página brilhante da sua história. O Manchester United garantiu a presença nos quartos-de-final da Champions frente ao PSG da forma mais incrível e dramática possível, dando a volta a uma derrota por 0-2 em Old Trafford com um triunfo por 1-3 em Paris, graças a um penálti convertido no tempo de compensação por Marcus Rashford e que teve intervenção directa do português Diogo Dalot.

O United chegava ao Parque dos Príncipes com uma missão difícil, o de recuperar de uma derrota. Mais do que os números do desaire, era o peso histórico desse resultado que jogava contra os “red devils”. Nunca, na história dos jogos a eliminar da Liga dos Campeões/Taça dos Campeões, uma equipa tinha conseguido virar uma derrota caseira por 2-0. Já tinha acontecido por 106 vezes e o United não queria ser que esta eliminatória fosse a 107.ª. E não era só o peso histórico que puxava o United para baixo. Se faltava Neymar ao PSG, Ole Gunnar Solskjaer não podia contar, entre lesionados e castigados com Pogba, Martial, Matic, Mata, Alexis, Lingard, Valencia, Darmian, Jones e Herrera.

Mas o United, como ficou provado na lendária final da Champions de 1999 em Camp Nou, é um especialista em missões impossíveis e reviravoltas épicas – foi Solskjaer a marcar o golo que deu o título europeu à equipa de Alex Ferguson frente ao Bayern. O que era impossível passou a provável logo aos dois minutos. Tudo começou numa sobranceria do PSG numa saída para o ataque a partir de trás. O jovem alemão Thilo Kehrer fez um passe disparatado para a zona centrar à entrada da grande área, Lukaku chegou à bola antes de Thiago Silva, fintou Gigi Buffon e fez o 0-1. Era um golo que vinha do nada, mas que colocava a eliminatória em discussão.

O PSG tinha entrado a dormir, mas rapidamente assumiu o controlo. Afinal, podia não ter Neymar, mas tinha Mbappé, tinha Di Maria, tinha Verrati, mais Cavani no banco para qualquer eventualidade. Passaram dez minutos de domínio sufocante e os parisienses chegaram ao empate com naturalidade. Tudo começou com um passe milimétrico de Dani Alves para Mbappé, o jovem campeão do mundo avançou com rapidez, fez o cruzamento e Bernat em frente à baliza, fez o golo, como que a mostrar que o golo madrugador do United tinha sido um lapso que não se iria repetir.

Eric Cantona gostou do que viu em Paris

E o PSG continuou a carregar e o United continuou a defender como podia, solidário, mas nem sempre eficiente, a valer-se da sorte e de David de Gea na baliza. E aos 30’ aconteceu mais um daqueles lances que ninguém adivinharia. Rashford atirou sem grande direcção mas com alguma força na direcção da baliza do PSG, a bola foi na direcção de Buffon, mas o italiano de 41 anos não segurou. Lukaku voltou a ser oportunista e aproveitou um raro erro do antigo guarda-redes da Juventus para fazer o 1-2. Ainda com uma hora de jogo, um golo para qualquer um dos lados faria a diferença na eliminatória.

E o tempo foi passando, com mais cautelas, mas com o PSG a mandar no jogo. Solskjaer já tinha mandado para dentro de campo Diogo Dalot na primeira parte e usou as últimas substituições para meter Tahith Chong, um holandês de 19 anos, e Mason Greenwood, um rapaz de 17 anos que nunca tinha jogado na primeira equipa. O PSG só tinha de aguentar o resultado para seguir em frente. Mas não aguentou. Em tempo de compensação, Dalot atirou à baliza de Buffon, a bola bateu no braço de Kimpembe (que tinha marcado em Old Trafford) e o árbitro, após indicação do VAR, foi ver as imagens e assinalou penálti. O jovem Rashford bateu o experiente Buffon e o United festejou.