Bruno de Carvalho expulso de sócio do Sporting

Conselho Fiscal e Disciplinar dos "leões" tomou a decisão de apagar o ex-presidente da lista de sócios do clube. Antigo dirigente foi destituído pelos associados a 23 de Junho de 2018. Bruno de Carvalho ainda pode apresentar recurso da decisão.

Presidente acabaria por ser destituído pelos sócios
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Presidente acabaria por ser destituído pelos sócios LUSA/ANTónio COTRIM

Bruno de Carvalho já não é sócio do Sporting. O Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting anunciou, na manhã desta sexta-feira, que o antigo presidente "leonino" foi expulso de sócio.

Em declarações à Lusa, Joaquim Baltazar Pinto, presidente do órgão disciplinar "leonino", indicou que os recursos, nas penas de expulsão, "têm efeito suspensivo" e que ninguém é expulso oficialmente de sócio até que haja uma decisão da Assembleia Geral, assinalando que os 30 dias para a apresentação de recursos contam a partir da data da notificação dos visados, o que, neste caso, já aconteceu. 

Para além de Bruno de Carvalho, também Alexandre Godinho (vice-presidente do anterior Conselho Directivo e apoiante do ex-dirigente "leonino") recebeu ordem de expulsão de sócio do clube, sanção mais pesada prevista nos estatutos do clube. Entretanto, Alexandra Carvalho, irmã de Bruno de Carvalho, numa publicação na rede social Instagram, anunciou que o ex-presidente do Sporting vai recorrer da expulsão de sócio.

O Conselho Fiscal e Disciplinar apontou 12 infracções disciplinares a Bruno de Carvalho, nas quais se incluem "a tentativa de bloqueio de contas e de usurpação de funções". Como base para a expulsão de sócio, o órgão disciplinar dos “leões” acusa Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho de terem danificado a imagem, moral e património do Sporting.

Para os “leões”, os actos dos antigos membros da direcção do clube “assumiram uma gravidade, uma ilicitude e uma censurabilidade tão grande e elevada que apenas se coadunam com a aplicação concreta, da sanção mais grave prevista nos diplomas legais”, pode ler-se no comunicado publicado no site do clube.

Esta decisão motivou a reacção de Alexandra Carvalho, que, na sua conta pessoal do Instagram, garantiu que o antigo líder sportinguista "vai recorrer da prepotente expulsão e os sócios vão mobilizar-se para serem ouvidos e para ser possível recuperar o carisma, garra e vibração ao nosso SCP [Sporting Clube de Portugal]”.

Da direcção liderada por Bruno de Carvalho, foram aplicadas ainda penas de suspensão por nove meses a Carlos Vieira (seis infracções), seis meses a Luís Gestas (quatro) e repreensão registada a Rui Caeiro (duas). Luís Roque e José Quintela viram os processos disciplinares arquivados. 

Bruno de Carvalho é acusado de ter perturbado a liberdade de voto dos sócios na Assembleia Geral de destituição, com recurso às publicações feitas nas redes sociais. No entendimento do Conselho Fiscal e Disciplinar, estes posts foram difundidos “não só com o intuito de perturbar o funcionamento da Assembleia Geral e, assim, o exercício dos legítimos direitos dos sócios de livremente poderem deliberar e votar, mas também como de ofender de forma gravemente ofensiva outros sócios e membros legítimos dos órgãos sociais”.

Bruno de Carvalho foi destituído e afastado da presidência a 23 de Junho de 2018. Em Assembleia Geral, os sócios votaram pelo afastamento do então presidente dos "leões". Bruno de Carvalho mostrou-se disposto a recandidatar-se à presidência do Sporting — conquistada por Frederico Varandas —, mas foi impedido devido à suspensão de um ano imposta pelo órgão disciplinar do Sporting.

Em Novembro de 2018, Bruno de Carvalho seria detido no âmbito da investigação ao ataque à academia do clube em Alcochete, um dos acontecimentos da conturbada presidência do, a partir desta sexta-feira, ex-sócio do Sporting. No dia 15 de Fevereiro, apresentou o livro “Sem Filtro – As Minhas Histórias dos Bastidores da Minha Presidência”​, no qual conta alguns dos episódios que marcaram a passagem pela liderança dos "leões". 

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