“No Bloco, as gerações todas têm de discutir umas com as outras”

“Não há gerações que sabem e gerações que não sabem”, diz ao PÚBLICO Catarina Martins, coordenadora Bloco de Esquerda (BE). “No Bloco, as gerações todas têm de discutir umas com as outras.” O PÚBLICO ouviu diferentes gerações sobre o que movia o partido há 20 anos e sobre as lutas da juventude militante de hoje. Luís Fazenda e Fernando Rosas estiveram no grupo de fundadores. Catarina Martins juntou-se mais tarde ao partido e é hoje coordenadora do BE. Mariana, Tomás e Gabriela são jovens militantes e estudantes: dois deles irão votar este ano pela primeira vez. 20 anos depois formação, o partido que faz parte de uma solução inédita de governo viu recentemente 26 bloquistas abandonar o colectivo invocando um “caminho de institucionalização”. “Não vemos o partido como um fim em si mesmo, mas como uma forma de mudar a sociedade”, afirma Tomás Marques, 19 anos, estudante de História na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. “Temos a mesma mensagem há 20 anos”, diz Luís Fazenda. “Esperemos que não seja necessária daqui a 20.”

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