Movimento Associativo Independentes formalmente constituído

Novo partido é liderado por Leonor Lêdo e tem Narciso Miranda como presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Narciso Miranda
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Narciso Miranda Adriano Miranda

O Movimento Associativo Independentes-Mais, do qual fazem parte Narciso Miranda, Maria Emília Araújo e Leonor Lêdo da Fonseca, foi formalmente constituído na terça-feira em Aveiro, foi anunciado esta quarta-feira.

Em comunicado, a plataforma adianta que o Movimento Associativo Independentes-Mais (Movimentos Autárquicos Independentes) foi formalizado na terça-feira após escritura pública num cartório notarial de Aveiro.

O movimento iniciado em Lisboa em Maio de 2018 confirmou a sua constituição numa assembleia-geral que decorreu no passado sábado e na qual participaram movimentos, grupos e cidadãos independentes de todo o país.

Foram eleitos os órgãos nacionais e aprovados os estatutos, bem como as linhas programáticas de organização social e política.

Na nota é referido que foram eleitos em lista única para presidente da Mesa da Assembleia Geral o autarca independente Narciso Miranda, de Matosinhos; para presidente do Conselho Fiscal a cidadã independente Maria Emília Araújo, de Gondomar; e para presidente da direcção a autarca independente Leonor Lêdo da Fonseca, de Espinho.

O Mais tem como fundadores vários cidadãos, movimentos e grupos de cidadãos independentes, entre os quais o autarca e comendador Rondão Almeida, de Elvas; o médico e ex-candidato presidencial Cândido Ferreira, de Leiria; o ex-bastonário da Ordem dos Médicos e autarca Independente José Manuel Silva, de Coimbra; e os ex-deputados e autarcas independentes Domingos Pereira, de Barcelos, Abel Baptista, de Ponte de Lima, e Carlos Lopes, de Figueiró dos Vinhos.

"O Movimento Mais agora constituído será uma importante voz na defesa da cidadania e na conquista dos direitos cívicos e políticos dos cidadãos em Portugal e na Europa, agindo na intervenção preventiva dos valores democráticos pela transparência, rigor e verdade dos agentes institucionais ao serviço do país, quer seja no poder central ou nos poderes regionais e locais", é referido na nota.

A constituição da plataforma Mais foi decidida, por unanimidade, durante uma reunião do Movimento de Cidadãos Independentes concorrentes às eleições autárquicas de Outubro de 2017 e de outros grupos e associações de intervenção autárquica.

No encontro, que contou com a participação de representantes de mais de três dezenas de movimentos de independentes, "representativos de todo o país" concorrentes às eleições autárquicas de 2017 e de outras associações e grupos de cidadãos independentes, foi igualmente decidido "criar um grupo de trabalho, constituído por 21 membros, abrangendo todas as regiões do país".

Entre os participantes na reunião, houve quem defendesse que a plataforma Mais se deveria constituir como partido político, embora apenas no plano formal, para facilitar a candidatura de independentes às autarquias locais.

Mas também há, entre os independentes, quem conteste a formação de um partido, argumentando que isso resultaria, muito provavelmente, na ideia de que se trataria de mais um partido político, igual e com as características idênticas às dos já existentes.