Carlos Costa e Vítor Constâncio serão os primeiros a ser ouvidos pelos deputados

Os deputados acertaram esta quarta-feira que os governadores do Banco de Portugal, o actual e o anterior, e o representante da auditora Ernst&Young serão os primeiros a ser ouvidos.

Carlos Costas será dos primeiros a sentar-se na nova comissão de inquérito
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Carlos Costas será dos primeiros a sentar-se na nova comissão de inquérito LUSA/MIGUEL A. LOPES

Carlos Costa e Vítor Constâncio vão ser dos primeiros a serem ouvidos na terceira comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Os deputados chegaram esta quarta-feira a acordo sobre as três primeiras audições a realizar.

Além do actual governador, que será ouvido na sua dupla qualidade de mais alto responsável pelo Banco de Portugal e administrador da CGD entre 2004 e 2006, e do anterior, Vítor Constâncio, os deputados acertaram que no primeiro lote de audições deverá estar o representante da consultora Ernst&Young, responsável pela auditoria à gestão da Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2015 que identificou os 25 créditos problemáticos para o banco público.

A auditoria com todos os dados, incluindo o que foram rasurados por, no entender da CGD, violarem o segredo bancário e comercial, foi um dos documentos pedidos pelos deputados para que pudessem começar os trabalhos no inquérito parlamentar. 

Estas foram, aliás, audições consensuais entre os partidos. Além do pedido do BE para se ouvir 33 personalidades, o CDS entregou uma lista mais extensa que inclui todos os presidentes do conselho de administração da CGD naqueles 15 anos, todos os administradores que tiveram influência nos créditos identificados e todos os ministros das Finanças desde 2000 a 2015. 

Além disso, os centristas, pela voz do deputado João Almeida, que será também o relator da comissão de inquérito, disse querer ouvir Armando Vara, directores da Caixa Geral de Depósitos das áreas de Gestão de Risco e concessão de Crédito e os directores de auditoria interna. Além disso, pedem também a presença de Eduardo Paz Ferreira, presidente da comissão de auditoria.