Metro de Lisboa lança novo concurso para obras na estação de Arroios

Metro de Lisboa rescindiu o contrato com empreiteiro por incumprimento e lançou um novo concurso que empurrará a conclusão da obra para o final de 2020 ou início de 2021.

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Estaleiro de obras na Praça do Chile Nuno Ferreira Santos

Depois da rescisão do contrato com o empreiteiro por incumprimento, o Metropolitano de Lisboa lançou esta terça-feira um novo concurso para as obras de ampliação e reformulação da estação Arroios, anunciou a empresa em comunicado. 

O contrato tem um preço base de 6,84 milhões de euros, acrescido de IVA — mais 2,24 milhões do que os 4,6 milhões previstos, em 2017, para a execução da empreitada. 

Os interessados terão um prazo de 30 dias para apresentação de candidaturas. Segundo explica o Metro de Lisboa, a adjudicação será efectuada segundo “o critério da proposta economicamente mais vantajosa, na modalidade da melhor relação qualidade-preço”. 

A empresa que vencer a empreitada terá "um prazo de execução de 30 meses, contados da data da assinatura do contrato" para a conclusão da obra, de acordo o diploma do Governo, publicado em Diário da República na semana passada, que autorizou o concurso.

A estação de metro de Arroios fechou há cerca de ano e meio para que fossem feitas obras de ampliação do cais para os 105 metros, permitindo assim a circulação de comboios com seis carruagens para fazer face à enchente gerada em hora de ponta ao longo de toda a linha Verde. Seriam também instalados elevadores no átrio norte para facilitar o acesso à Praça do Chile. 

A empreitada deveria terminar em Março de 2019, contudo os trabalhos atrasaram-se, obrigando o Metro de Lisboa a anular o contrato com empreiteiro. Assim, a intervenção na zona vai prolongar-se ainda mais do que o previsto. 

No final de Janeiro, o gabinete do ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, avançou com uma nova data para a reabertura da estação: final de 2020 ou início 2021.

Numa resposta a uma pergunta colocada pelos deputados Isabel Pires e Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda, o gabinete de Matos Fernandes explicou que a rescisão do contrato foi motivada por “desvios na afectação de meios ao contrato e os atrasos no cumprimento dos prazos” por parte da empresa Opway — construtora que pertencia ao Grupo Espírito Santo e que foi adquirida, no final de 2017, pela Nacala Holdings. 

Depois de colocados os tapumes, no início do Verão de 2017, as obras pouco avançaram e os comerciantes da Praça do Chile e da Morais Soares começaram a queixar-se da perda de clientes, porque os seus estabelecimentos ficaram tapados. Além disso, a acumulação de lixo e falta de iluminação na zona começou a afastar os clientes, levando a que algumas lojas tivessem mesmo de fechar portas. 

No ano passado, o Metropolitano de Lisboa transportou mais de 169 milhões de passageiros, mais 4,7% do que em 2017, o que permitiu atingir um novo recorde. Este crescimento de viagens representou uma subida nas receitas, que atingiu também um novo máximo ao subir 5,4% para cerca de 114 milhões de euros.