Grandes Escolhas: Rei dos Leitões conquista Prémio David Lopes Ramos

Troféu da revista Vinhos Grandes Escolhas foi para Licínia Ferreira e Paulo Rodrigues, que "revolucionaram" o restaurante e a Bairrada. Um dos muitos prémios para melhores dos vinhos e gastronomia em 2018.

Licínia Ferreira, que com o marido, Paulo Rodrigues, tornou o Rei dos Leitões uma referência nacional
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Licínia Ferreira, que com o marido, Paulo Rodrigues, tornou o Rei dos Leitões uma referência nacional

A revista Vinho Grandes Escolhas distinguiu os melhores do ano numa gala realizada no Centro de Alto Rendimento da Anadia, na sexta-feira, e, entre os vários premiados, o júri decidiu atribuir aos proprietários do restaurante Rei dos Leitões, na Mealhada, o troféu gastronómico baptizado com o nome de David Lopes Ramos, jornalista que durante muitos anos foi um dos mestres da crítica e do jornalismo de gastronomia em Portugal nas páginas da Fugas e do PÚBLICO. O jornalista morreu em 2011 e pouco depois foi criado este prémio em sua homenagem.

Este ano, o troféu foi atribuído a Licínia Ferreira e Paulo Rodrigues, que “revolucionaram não apenas a antiga casa Rei dos Leitões, mas também toda a oferta gastronómica da Bairrada”, assinala-se na página dos prémios.

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David Lopes Ramos Adriano Miranda

De um simples restaurante na Mealhada, o casal, “com muito trabalho e uma busca constante da excelência a todos os níveis”, conseguiu um feito, como resumia José Augusto Moreira na Fugas em 2016: “Soube reinventar-se sem perder o sabor da tradição e é hoje uma referência e exemplo.” Ou, como sublinhava Pedro Garcias (também na Fugas), Licínia e Paulo deram “a volta” a este “restaurante histórico”, “ela na cozinha e ele nos vinhos”.

Rei dos Leitões: Com critério e gosto se consolida o reinado

Além deste prémio-homenagem, a Grandes Escolhas destacou outras referências do “melhor” de Portugal no vinho e gastronomia, destacando-se também o troféu Senhor do Vinho – um prémio de carreira – atribuído a Paul Symington, um dos britânicos mais durienses desde o tempo do barão de Forrester. Quatro décadas de trabalho nas empresas da família Symington, 16 deles como presidente do conselho de administração, anunciou no ano passado que ia retirar-se, após, como se escreveu na Fugas, ter sido com ele que o Porto da Dow’s, da Graham’s ou da Warre chegaram à curta elite dos vinhos mundiais.

Nos vinhos, venceu o produtor Monte da Ravasqueira, a Adega Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, a Lusovini Vinhos, a Symington Family Estates (Empresa Vinhos Generosos), a Quinta do Castro (viticultura), os Baga Friends (organização vitivinícola), a Garrafeira 5 Estrelas (melhor garrafeira) e Ivo Peralta (sommelier).

Ainda neste capítulo vinícola, os enólogos homenageados foram Celso Pereira e Jorge Alves (enólogos do ano, ex-aequo), António Agrellos (enólogo de vinhos generosos), António Maçanita (prémio singularidade) e Miguel Queimado (enólogo revelação).

Nos bares e restaurantes, os destaques foram para o Casa da Viúva (bar de vinhos em Quintadona, Penafiel), Feitoria (restaurante do ano, em Lisboa), Taberna Ó Balcão (restaurante de cozinha tradicional, em Santarém) e The Old House (restaurante cozinha do mundo, em Lisboa) – o Club del Gourmet do El Corte Inglés venceu na categoria de loja gourmet. No enoturismo, distinção para as Casas do Côro (enoturismo de Marialva, aldeia histórica na Guarda).

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20 pontos DR/Vinho Grandes Escolhas

Um dos grandes destaques Grandes Escolhas é também o Top 30 dos vinhos do ano. Entre os mais pontuados (0 a 20), encontram-se vários Porto Vintage: Graham’s The Stone Terraces 2016 (20 pontos), Quinta do Noval Nacional 2016 (20), Dow's 2016 (19,5). Na lista, destaques também para o vinho da Madeira Cossart Gordon (19) e o moscatel Bacalhôa 20 Anos 1997 (19).

Nos tintos, são altamente pontuados três obras-primas do Douro: Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa (19,5), Quinta do Vale Meão 2016 (19) e o Pintas (19).

Nos brancos, as notas mais altas vão para o alentejano Procura 2016 (18,5), Quinta das Bágeiras Pai Abel 2016 da Bairrada 2016 (18,5) e o Douro Vale D. Maria Vinha de Martim 2017 (18,5).

O espumante mais pontuado é também do Douro: Vértice 2010 (18,5). Nos verdes, pontuações altas para duas obras de Monção e Melgaço: Expressões 2016 (18,5) e o Soalheiro Primeiras Vinhas 2017 (18,5).

O top 30 está aqui e a lista completa dos vinhos que são as Grandes Escolhas do ano pode ser encontrada aqui.