"É um nado-morto", diz António Costa sobre a moção de censura do CDS

Primeiro-ministro comentou a apresentação de uma moção de censura ao Governo por parte do CDS

António Costa comentou moção de censura do CDS
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António Costa comentou moção de censura do CDS Reuters/Pedro Nunes

Ao contrário de Rui Rio, que este sábado de manhã recusou comentar a moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS, António Costa não hesitou a classificá-la de algo que antes de ser discutido no Parlamento, já tem sentença de morte. "É um nado-morto", disse o primeiro-ministro à chegada à Convenção Nacional do PS, em Vila Nova de Gaia.

"O primeiro-ministro tem de respeitar as iniciativas da oposição. Mas é claro que esta não visa o Governo", argumentou o também secretário-geral do PS para dizer, a seguir, que se trata de "uma disputa" à direita "para saber quem se destaca mais". Para Costa, esta é "uma questão entre a direita", em que o CDS tem de diferenciar-se "do PSD, do Aliança e até do Chega".

O primeiro-ministro disse ainda que não tem curiosidade nenhuma em saber qual será o sentido de voto do PSD nesta matéria - BE e PCP já anunciaram que votarão contra. "A minha curiosidade hoje é saber como vai correr a Convenção Nacional do PS que é o culminar de seis semanas de trabalho", afirmou. Costa assumiu que as eleições europeias serão uma oportunidade para "construir uma grande aliança progressista" na Europa. "Só construindo grandes alianças podemos cuidar a Europa", assumiu.

Sobre a remodelação em curso, o primeiro-ministro escapou-se a perguntas concretas, assumindo apenas que "quem for candidato às europeias tem de sair do Governo" e que será o Presidente da República, em momento oportuno, a anunciar as alterações" na composição do executivo.

Greve ilícita

O primeiro-ministro considerou ainda que o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a greve dos enfermeiros nos blocos operatórios, considerando-a ilícita, é "muito claro", tendo agora os sindicatos de cumprir a lei.

“A greve conforme foi decretada é ilegal e não nos surpreende porque já o tínhamos dito", disse o primeiro-ministro.

António Costa referiu que agora as estruturas sindicais têm de cumprir a lei, sendo uma "boa oportunidade" para repensarem as formas de luta e debruçarem-se sobre o que é importante, assegurar aos enfermeiros aquilo que eles têm direito a ver assegurado. com Lusa