Jovens do CDS querem proibir políticos corruptos de exercerem funções públicas durante 20 anos

Jovens centristas enviaram 50 propostas à direcção do CDS tendo em vista as eleições europeias.

 Francisco Rodrigues dos Santos, líder da JP
Foto
Francisco Rodrigues dos Santos, líder da JP Nuno Ferreira Santos

A Juventude Popular (JP) apresentou nesta quarta-feira à direcção do CDS um caderno com 10 temas e 50 propostas a pensar nas eleições europeias de 26 de Maio. Depois de pedirem uma União Europeia com mais “​utilitarismo” e menos “​federalismo”, os jovens sugerem um pacote de medidas para proibir políticos corruptos “de exercerem funções públicas durante 20 anos”.​ 

O caderno é assinado pelo presidente da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, e pelos candidatos ao Parlamento Europeu nas listas do partido, Francisco Laplaine Guimarães, Diana Vale e José Limão.

Nas temáticas abordadas, os centristas dizem querer uma Europa “útil a Portugal e aos jovens portugueses”. Uma Europa a “favor das pessoas e da sua liberdade, das nações com mais democracia” e “menos burocracia”. Uma UE “sem fronteiras para o sucesso dos que querem estudar, obter emprego, constituir família, comprar ou arrendar habitação, aceder à cultura, agarrar novas oportunidades na era digital, ter uma relação sustentável com o ambiente e acreditar numa política com zero suspeição”.

E em matéria de suspeição, no capítulo dedicado à corrupção e lobby, a JP pede que seja desenvolvido um pacote de medidas que consigne a “proibição de políticos condenados por corrupção de exercerem funções públicas durante 20 anos”. Querem também que a UE determine a “perda de financiamento para os partidos europeus na proporção dos votos obtidos pelo deputado eleito para o Parlamento Europeu que seja condenado por corrupção e a impossibilidade de ser substituído pelo partido”. Nesta matéria, sugerem ainda alargar o “período de nojo” para cinco anos a comissários e altos funcionários da UE na entrada em sectores que representem conflitos de interesse.

“Estas eleições são uma oportunidade para o centro-direita assumir o modelo de União Europeia que pretende. Se, por um lado, a Europa da confusão; ou, por outro, a Europa da cooperação”, acrescenta Francisco Rodrigues dos Santos.