Caetano Veloso e filhos com novos concertos em Portugal em Julho

Ofertório, que junta em palco Caetano Veloso e os seus filhos Moreno, Zeca e Tom, volta a Portugal em Julho. Além de Lisboa e Porto, onde já se apresentou em 2018, tem ainda Figueira da Foz, Faro e Ponta Delgada na agenda.

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Caetano Veloso no Coliseu de Lisboa em 2018 com Zeca (esquerda), Moreno e Tom MIGUEL MANSO

Em 2018 esgotaram três coliseus e agora regressam para uma digressão por cinco palcos e cinco cidades portuguesas. Caetano Veloso e os seus filhos Moreno, Zeca e Tom vão apresentar Ofertório em Portugal, em Julho, primeiro no Porto (no Coliseu, dia 1), depois na Figueira da Foz (Centro de Artes e Espectáculos, dia 3), em Lisboa (Coliseu, dia 5), em Ponta Delgada, Açores (no Teatro Micaelense, dias 7 e 8) e em Faro (Teatro das Figuras, dia 10).

No ano passado, encheram os coliseus do Porto (30 de Julho) e de Lisboa (nas noites de 1 e 2 de Agosto). E este ano voltam à Europa, diz a promotora, “após mais uma etapa de concertos no Brasil, Estados Unidos da América e nas edições do Lolapalooza em Buenos Aires e Santiago do Chile.” 

Editado já em registos ao vivo, em CD e em DVD, Ofertório é, para Caetano, uma celebração da vida e da arte da família. O tema que dá título ao espectáculo foi composto por ele em 1997, a pedido da sua irmã Mabel, para a missa em homenagem aos 90 anos da mãe de ambos, Dona Canô. Esta, ilustre e celebrada matriarca da família Veloso, viveria até 2012, com 105 anos. 

A ideia de ofertório, a pensar na sua mãe, repete-se agora mas aplicada à arte da família, como disse Caetano ao PÚBLICO em 2018, antes dos concertos nos coliseus. “Na verdade, quando compus o Ofertório, escrevi as palavras como se fossem ditas por ela. E agora estou como que repetindo as palavras que escrevi como se fossem de minha mãe, eu próprio, dirigindo os meus filhos. Então é uma oferenda à divindade em que eles crêem, como reconhecimento da maravilha que é tê-los.” 

Nos concertos, tal como sucedeu em 2018, além de canções do repertório de Caetano (como Genipapo absoluto, Oração ao tempo, Alguém cantando, Reconvexo, A tua presença morena, Trem das cores​ ou Força estranha), ouvir-se-ão temas de Moreno (Um passo à frente), de Zeca (Todo homem, um inédito que teve a sua estreia neste espectáculo) e Tom (Clarão). Além de uma canção de Gilberto Gil, que deverá abrir, como  já antes sucedera, cada uma das noites: O seu amor (“Ame-o e deixe-o livre para amar”, réplica libertária do velho slogan da ditadura militar brasileira, “Brasil, ame-o ou deixe-o”).