PCP critica falta de requalificação da Secundária de Valongo

Com mais de 30 anos, esta secundária nunca foi alvo de intervenção e conta com problemas ao nível da electricidade, canalizações e falta de espaço para os 1400 alunos existentes.

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asm adriano miranda

O PCP criticou esta segunda-feira a falta de requalificação da Escola Secundária de Valongo, a funcionar há mais de 30 anos e onde os problemas com a electricidade e canalizações são recorrentes, a par da falta de funcionários.

As deputadas comunistas na Assembleia da República, Diana Ferreira e Ângela Moreira, visitaram a escola do distrito do Porto depois de uma primeira "presença em 2016, no âmbito das Jornadas Parlamentares que decorreram no distrito do Porto", disse à Lusa a primeira deputada.

Lamentando o facto de a "escola ter mais de 30 anos e nunca ter sido intervencionada", Diana Ferreira revelou que o estabelecimento teve "prevista uma verba para a intervenção no mapeamento de várias escolas do concelho", mas que "há poucos dias foi informado que não tinha sido considerada para ter direito a dinheiro para as obras".

Segundo a deputada, a direcção da escola afirmou ter sido informada que "o valor disponível, pouco mais de dois milhões de euros, não era suficiente para a requalificação e que por isso acabou destinado a outras escolas do concelho".

Dando conta que "recentemente foi feita a substituição dos telhados para travar situações em que chovia dentro das salas de aulas", continuam "por fazer as intervenções de fundo para tratar da electricidade e das canalizações, que nunca foi alterada".

Numa escola com 1.400 alunos, segundo Diana Ferreira, os problemas são também de "falta de espaço", enfatizando "a necessidade de construir mais um piso num dos pavilhões", num estabelecimento onde "o pessoal não docente abdicou da sua sala de convívio para esta poder ser transformada numa sala de aulas".

"É uma escola que funciona até às 23:00, com ensino recorrente, cursos EFA [Educação e Formação de Adultos] e profissionais, mas que não tem iluminação exterior", assinalou a deputada comunista.

Lembrando que em 2017 o PCP "apresentou um projecto de resolução sobre esta escola na Assembleia da República, rejeitado pelo PS, PSD e CDS", os comunistas prometem "voltar à carga" no parlamento, embora ainda não esteja "definida qual será a iniciativa a tomar, sendo que o projecto de resolução é uma das possibilidades", disse Diana Ferreira.

Passando das instalações para os recursos humanos, a deputada transmitiu ainda a "carência grande de assistentes operacionais e de assistentes técnicos", depois de uma reunião em que "a direcção da escola reclamou a revisão do rácio adequando-o à necessidade das escolas", queixas que "o PCP acompanha".