João Soares não exclui apoiar Marcelo nas presidenciais de 2021

Na TSF, o ex-ministro da Cultura do PS disse que não lhe repugnaria votar no actual Presidente da República se ele voltasse a candidatar-se.

João Soares, ex-ministro e actual deputado do PS
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João Soares, ex-ministro e actual deputado do PS Rui Gaudêncio

A discussão é prematura - Marcelo Rebelo de Sousa ainda não assumiu com certeza uma recandidatura a Belém -, mas se tal vier a acontecer, o socialista João Soares pode vir a apoiá-lo. "Não vale a pena estar a antecipar, mas não me repugnaria nada", disse o ex-ministro da Cultura no programa "Almoços Grátis", da TSF, no qual substituiu Carlos César esta quarta-feira.

Horas antes, em entrevista à SIC e quando questionado sobre a mesma hipótese, o primeiro-ministro respondeu que primeiro é Marcelo quem terá de “decidir se se recandidata ou não” e depois é o PS que “decidirá a seu tempo”.

“A fazer fé naquilo que é um apoio popular indiscutível, se se recandidatar, é altamente provável que ganhe”, disse António Costa.

Ainda sobre o mandato de Marcelo, o deputado do PS acrescentou que "é uma belíssima surpresa". A revelação vem na sequência da polémica que se instalou em torno da visita do Presidente ao Bairro da Jamaica, muito criticada pelo porta-voz da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.

"Já pedi ao Presidente da República reuniões, já pedi que interviesse para resolver questões da Polícia, já o convidei várias vezes, publicamente, para aparecer um dia, sem avisar, e junto com uma patrulha, fazer um turno de serviço e ir resolver ocorrências, ele nunca aceitou", disse Paulo Rodrigues, da ASPP. "Nada contra ele ir à Jamaica ou onde ele quiser, mas menosprezar quem produz segurança no país e nunca ouvir uma só palavra em favor destes profissionais é sinónimo do desprezo completo", acrescentou.

Na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa chamou os jornalistas a Belém para responder às críticas e afirmou: “A última coisa de que Portugal necessita é de haver qualquer tipo de comportamento que crie um empolamento artificial na sociedade portuguesa de um conflito racial, que é uma porta aberta à xenofobia e ao radicalismo, que deu o resultado que deu noutros países”.

Já sobre o facto de ter sido fotografado ao lado de um morador envolvido no confronto de 20 de Janeiro, deixou uma frase lapidar: “Quando ando pela rua em contacto com os portugueses não peço o cadastro criminal, nem fiscal, nem moral para falar com eles ou tirar selfies – é com todos”.

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