À terceira, ainda não foi a vez de Portugal

Selecção desperdiçou a terceira ocasião para aceder ao Grupo Mundial.

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LUSA/IGOR KOVALENKO

João Sousa e Gastão Elias ainda mantiveram a esperança, mas a experiência de Mikhail Kukushkin e as condições de jogo mais favoráveis à selecção da casa ditaram o triunfo do Cazaquistão sobre Portugal, por 3-1, e o apuramento para a fase final da Taça Davis. Em Astana, o ténis português desperdiçou a terceira oportunidade para aceder ao Grupo Mundial, este ano alargado para 18 equipas, em consequência do novo formato da prova.

“Tentámos fazer o nosso trabalho da melhor maneira. Na minha estreia como capitão, gostaria de ter começado com uma vitória e a fazer história para Portugal, até porque estes jogadores já o merecem por toda a dedicação e tudo o que têm feito pelo país", frisou Rui Machado à agência Lusa. O capitão de Portugal mostrou-se “honrado” por liderar esta selecção e salientou o “profissionalismo” na preparação desta eliminatória, depois de ter assistido às vitórias de Sousa/Elias sobre Aleksandr Nedovyesov e Timur Khabibulin, por 3-6, 6-3 e 6-4, e de Kukushkin sobre o número um luso, em dois sets: 6-4, 6-1.

"No geral, o Cazaquistão jogou melhor do que nós. Nos pares, a nossa dupla precisou de algum tempo para se habituar e ganhar ritmo, mas depois jogou muito bem. Mostraram mais uma vez o porquê de jogarem os pares, de representarem tão bem Portugal e darem boas memórias aos portugueses. Foi uma boa vitória. Mas depois o Kukushkin jogou melhor do que o João, que tentou de tudo para o contrariar, mas não foi possível, não havia nada a fazer", resumiu Machado.

Tal como na véspera, Kukushkin esteve muito sólido a servir, não tendo enfrentado qualquer break-point no segundo set, em contraste com o desacerto da resposta de Sousa que, com excepção de um contra-break no quarto jogo, só ganhou nove pontos no serviço adversário. "As estatísticas dizem tudo. Não consegui jogar bem, não consegui ser fiel ao meu estilo de jogo, ser agressivo. Se calhar por mérito do adversário, mas não fui competitivo, nem consegui fazer o meu jogo”, reconheceu o vimaranense.

Para Vasco Costa, jogar fora de casa e a maior experiência de Kukushkin foram decisivos. “Jogar fora é sempre difícil na Taça Davis e a selecção do Cazaquistão só perdeu uma vez em casa nas últimas 12 eliminatórias. Quando jogam a Taça Davis, os nossos jogadores dão o máximo, até por isso acusam mais a pressão do que deviam. O que eventualmente correu menos bem foi terem assumido tanta responsabilidade e vontade de chegar ao Grupo Mundial”, explicou o presidente da Federação Portuguesa de Ténis.

O Cazaquistão foi uma das 12 selecções que se vão juntar às já qualificadas Croácia, França, Espanha, EUA, Argentina e Grã-Bretanha. Portugal regressa ao Grupo I, no qual, em Setembro, irá tentar ganhar novamente um lugar no qualifying, no início de 2020.