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Concurso para direcção das Galerias Municipais de Lisboa recebeu 15 candidaturas

Os três finalistas já foram seleccionados. A escolha deve ser anunciada em Fevereiro.

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Sara Antónia Matos termina agora o seu mandato como directora das Galerias Municipais Daniel Rocha

O concurso para a direcção artística das Galerias Municipais de Lisboa recebeu 15 candidaturas e já foram seleccionados três finalistas, revelou esta quarta-feira à Lusa a presidente da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), Joana Gomes Cardoso.

Aberto a 11 de Dezembro de 2018, o concurso encerrou no passado dia 14 de Janeiro, e o júri está agora a realizar as entrevistas para anunciar a escolha em Fevereiro.

Contactada pela agência Lusa sobre o processo, Joana Gomes Cardoso, que também faz parte do júri, composto ainda pelos curadores Isabel Carlos e Sérgio Mah, indicou que "foram recebidas 15 candidaturas e, neste momento, já foram identificadas as três candidaturas finalistas".

Sobre o mandato do futuro director, que irá substituir Sara Antónia Matos (que passará a dirigir apenas o Atelier-Museu Júlio Pomar), indicou que terá início em Abril, "com uma duração de três anos, conforme os mandatos da maioria dos restantes dirigentes da EGEAC".

As Galerias Municipais são constituídas por cinco espaços de exposições de arte contemporânea sem colecção: Galeria Quadrum, Pavilhão Branco, Galeria da Boavista, Torreão Nascente da Cordoaria e Galeria da Avenida da Índia.

Questionada sobre o que a EGEAC espera da futura direcção, Joana Gomes Cardoso apontou a continuação do "trabalho de reorganização relativo às condições de apresentação" das galerias, iniciado com Sara Antónia Matos.

A evolução dos visitantes das galerias, diz a presidente do conselho de administração da EGEAC, "está, como é normal, associada às exposições e à [sua] visibilidade". "Nos próximos dois anos, estimamos novas variações devido ao número de obras que vão decorrer em diversas galerias, sendo também uma oportunidade para as requalificar", avançou à Lusa.

Cada uma das galerias "tem vindo a desenvolver linhas de programação distintas e funções diferentes no contexto artístico contemporâneo", apresentando três a quatro exposições por ano.

No texto do enquadramento do concurso, a que os candidatos tiveram acesso, é explicado que os princípios e objectivos das galerias "decorrem de uma missão de serviço público e mediação", que vai além do apoio logístico e financeiro dos artistas.

"Assim, mais do que carácter autoral, a direcção (...) tem como missão principal a coordenação da programação artística. As Galerias Municipais não pretendem substituir-se às grandes instituições museológicas da cidade, sendo a sua programação complementar à actividade desenvolvida por essas instituições", acrescenta.

Também é seu objectivo desenvolver vários tipos de parcerias com instituições, associações, escolas, universidades e outras entidades, nomeadamente através da realização de actividades pedagógicas e acções de sensibilização e captação dos públicos, "investindo e praticando políticas de proximidade".

A curadora Sara Antónia Matos substituiu João Mourão na direcção das Galerias Municipais, em Janeiro de 2017, acumulando tais funções com a direcção do Atelier-Museu Júlio Pomar, onde se encontra desde 2012.

Especialista em arte contemporânea, tem realizado curadoria de exposições desde 2006 em instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Culturgest.