Está entregue

Numa altura em que se fala da nacionalização dos CTT gostaria de dizer que até hoje nunca tive uma só razão de queixa de qualquer agência dos CTT.

Nunca conheci um carteiro de que não gostasse. Admiro a inteligência dos trajectos e a simpatia necessariamente apressada mas genuína com que tratam as pessoas.

Numa altura em que se fala da nacionalização dos CTT gostaria de dizer que até hoje nunca tive uma só razão de queixa de qualquer agência dos CTT. Repito: Nem uma só razão de queixa. Nunca se perdeu uma carta ou um embrulho.

Há duas transportadoras que às vezes se atrasam um dia - não vou dizer os nomes porque, de resto, funcionam bem. Todas as outras transportadoras, das maiores às mais pequenas, passando pelas médias, têm sido céleres, eficazes e competentes.

Infelizmente não há maneira de agradecer e dar valor às entregas bem feitas - sobretudo aquelas feitas pelas mais pequenas empresas. Muitas vezes nem sequer é possível saber o nome delas.

Não estou a propôr a Uberização das entregas mas não custa nada telefonar para a empresa que usou uma transportadora para mostrar a nossa satisfação com a entrega.

Falo de propósito dos CTT e das transportadoras para não se julgar que estou a elogiar umas à custa dos outros.

Queria que constasse aqui no PÚBLICO e no online que em 2019 houve um português com muitas décadas de correspondências e encomendas das mais estranhas e diversas que confessou estar contentíssimo com os serviços dos CTT e de todas as transportadoras (excepto duas médias).

Está certo que nos queixemos quando uma entrega corre mal mas também se deve registar quando todas correm bem. É estranho mas é necessário.