José Álvaro Morais recordado no Monumental com dois filmes e uma conversa

Numa sessão iniciada às 19h, serão exibidos no cinema lisboeta Peixe-Lua e Quaresma. O realizador falecido há 15 anos será evocado numa conversa com Beatriz Batarda, Luis Miguel Cintra, Marcello Urgeghe, Ricardo Aibéo e Paulo Branco.

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O realizador em 2000, entrevistado para o PÚBLICO no âmbito de Peixe-Lua Rui Gaudêncio

Peixe-Lua, falso road-movie, filme de verões como inícios e fins de outro tempo. Quaresma e a paisagem granítica da Serra da Estrela como ilustração da condição das gentes de um país. Foram os dois últimos filmes realizados por José Álvaro Morais e serão exibidos esta quarta-feira, 30 de Janeiro, numa sessão dupla no Cinema Monumental, em Lisboa, na data em que se cumprem 15 anos sobre a morte do cineasta nascido em Coimbra.

José Álvaro Morais desapareceu fisicamente em 2004, aos 60 anos, deixando atrás de si seis filmes. O primeiro surgiu em 1975 (Cantigamente) e foi sucedido por Ma Femme Chamada Bicho (1976), dedicado à pintora Vieira da Silva, por Zéfiro (1983), O Bobo (1987), distinguido em Locarno com o Leopardo de Ouro, Peixe-Lua (2000) e Quaresma (2003). Reunidos, compõem um corpo de obra que o investigador João Maria Mendes descreveu, em ensaio dedicado ao realizador, como “habitado por um imaginário onde perpassam marinheiros dançantes ou em correria, como se estivessem perpetuamente atrasados para qualquer embarque, aqui e ali em tintas de comédia musical”.

Entre Peixe-Lua (19h) e Quaresma (22h), terá lugar uma conversa em que participam os actores Luis Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Marcello Urgeghe e Ricardo Aibéo e o produtor Paulo Branco. Os bilhetes para a sessão custam 5 euros.

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