A artista lisboeta que chamou atenção da francesa Louis Vuitton

A marca de luxo convidou Vanessa Teodoro a deixar o seu cunho pessoal em bolsas de passaporte e numa chapeleira, na sua loja de Lisboa.

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A primeira vez que Vanessa Teodoro, artista plástica, colaborou com a marca de luxo Louis Vuitton (LV) nem queria acreditar. Aconteceu em 2016, quando fez uma live painting – a pintura de uma tela –, durante o lançamento de um guia sobre a capital portuguesa, na loja da marca francesa em Lisboa. Correu tão bem que “se abriram portas e o privilégio” repetiu-se quando, recentemente, a marca a desafiou a pintar uma chapeleira e 15 bolsas para passaporte na mesma loja, a da Avenida da Liberdade, conta. 

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O convite para Vanessa Teodoro aplicar a sua arte em produtos de edição limitada da LV chegou directamente de França; e com a indicação de que era para o evento de reabertura do espaço da Avenida da Liberdade, em Dezembro passado. No próprio dia, a também designer gráfica de 35 anos, pintou ao vivo uma das bolsas para que as pessoas pudessem ver como o fazia. “Pintei directamente nas bolsas com preto, branco e dourado, e com padrões mais abstractos, e ainda caracteres que uso sempre”, recorda. 

Para pintar os objectos propostos pela marca, Vanessa Teodoro inspirou-se na sua infância passada na África do Sul. Aliás, os motivos africanos estão sempre presentes nos seus trabalhos, assim como influências da street art, com jogos de cores fortes, padrões de figuras e algum humor. A ilustradora explorou precisamente o universo da street art e da moda nos lenços de seda de edição limitada, que fez em parceria com a marca portuguesa Antiflop

“Criei dois designs com as cores mais predominantes no meu trabalho mais recente: preto, branco e vermelho; e preto branco e dourado.” Também as bocas são uma imagem de marca da designer e é vê-las em vários trabalhos, como aconteceu na instalação para um evento da Heineken. “Criei uma peça que tinha no centro uma das minhas 'bocas'. E à volta instalámos umas caricas que serviam de botões”, descreve. Cada vez que se carregava numa carica a boca mexia “e pedia uma cerveja numa das 192 línguas”, continua, entusiasmada. 

“No ano passado também pintei um Jaguar, na China”, conta a artista que também já trabalhou em agências de publicidade. Do seu portfólio constam ainda trabalhos para a Coach Bags, Lacoste, Ikea, Canon e Red Bull. Para as tintas CIN, por exemplo, ilustrou um mural na rua. Entretanto, novos voos a esperam. O próximo deverá ser mesmo para a China. 

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