Encontros, muitos livros e vários estudos. Fundação Francisco Manuel dos Santos faz dez anos

A fundação assinala uma década a 12 de Fevereiro. Comemorações decorrem ao longo de todo o ano.

Foto
Nuno Ferreira Santos

Cinco encontros, nove estudos e 17 livros (entre ensaios e retratos). É assim — com conteúdos distribuídos por temas tão diversos como a segurança social, a crise financeira nos tribunais, os arquivos nacionais, a relação entre o consumo de álcool e o desenvolvimento da civilização, ou as mulheres em Portugal — que a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) vai celebrar o seu décimo aniversário. As comemorações arrancam a 12 de Fevereiro, data oficial do lançamento do projecto, e prolongam-se durante todo o ano. As novidades foram apresentadas esta quinta-feira, na reitoria da Universidade de Lisboa.

O ciclo Ao Encontro dos Portugueses é composto por uma série de cinco conferências. A ideia surgiu da "necessidade" de encontrar o público "de forma informal e sem barreiras", explicou David Lopes, director-geral da comissão executiva da FFMS, durante a apresentação aos jornalistas.

O primeiro encontro está marcado para 12 de Fevereiro e centra-se no tema A mulher hoje. Durante o evento vai ser apresentado o estudo As mulheres em Portugal: quem são, o que pensam e como se sentem, desenvolvido por Laura Sagnier (autora que produziu um trabalho semelhante sobre as mulheres espanholas). Samantha Power, uma das principais conselheiras de Barack Obama enquanto presidente dos Estados Unidos (e que foi a mais jovem embaixadora dos EUA nas Nações Unidas), e Ghida Fakhry, repórter internacional, estão convidadas para o debate sobre a mulher no mundo.

Os outros quatro encontros vão abordar a sustentabilidade da segurança social (12 de Abril), a Ética, valores e política (1 de Junho), o Futuro do planeta (a 14 e 15 de Setembro) e a Ciência e universo (16 de Novembro). Cada conferência é paga. Os bilhetes custam entre três e cinco euros.

Entre ensaios (11) e retratos (seis), há 17 publicações agendadas para 2019. "Teimamos em apostar no livro", reconheceu António Araújo, director de publicações da comissão executiva da FFMS. O livro de Francisco George, ex-director-geral da saúde, com o título Prevenir doenças e conservar a saúde, em banca desde 15 Janeiro, foi o primeiro do ano a ser lançado. Já esgotou mas será reeditado em breve, assegurou o responsável de publicações.

Outros títulos como A Europa não é um país estrangeiro, de José Tavares, doutorado em Economia pela Universidade de Harvard, e O efeito Marcelo: o comentário político na televisão, de Rita Figueiras, professora na Universidade Católica Portuguesa, também chegam às bancas este ano. 

Por fim, entre os estudos lançados, contam-se temas como A geografia e a radiografia da ciência feita em Portugal, de Nuno Ferrand, professor do departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e A sustentabilidade financeira e social do sistema de pensões português, de Amílcar Moreira, investigador do Instituto de Ciências Sociais.

Em dez anos, a FFMS publicou 90 ensaios, 38 retratos, e outros 35 livros. Resultado: mais de um milhão de livros nas mãos dos portugueses. No mesmo período, publicou 52 estudos que envolveram 210 investigadores e 25 universidades. Entre conferências e debates contam-se 7550, que tiveram o contributo de 2200 oradores e moderadores e contaram com 40 mil participantes.