Governo reconduz Cristina Casalinho na liderança do IGCP

Economista está na presidência da entidade que gere a dívida pública portuguesa desde 2014. António Pontes Correia e Maria Rita Granger são os vogais.

Cristina Casalinho, presidente do IGCP
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Cristina Casalinho, presidente do IGCP Nuno Ferreira Santos

A entidade responsável pela emissão da dívida pública portuguesa vai continuar a ter na sua presidência Cristina Casalinho, nomeada esta quinta-feira pelo Governo para um segundo mandato.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o Governo nomeou Cristina Casalinho para o cargo de presidente do conselho de administração da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Publica – IGCP, escolhendo como vogais António Pontes Correia, que também já ocupava este cargo, e Maria Rita Granger, até aqui directora do departamento de gestão de risco do IGCP.

Cristina Casalinho está na presidência do IGCP desde Julho de 2014, altura em foi nomeada para o cargo pelo anterior executivo. O seu mandato era de três anos, tendo permanecido no cargo mesmo depois de terminado, à espera da recondução que agora acontece.

É ao IGCP que cabe gerir a forma como o Estado obtém, junto dos mercados internacionais e junto dos aforradores nacionais, o financiamento de que necessita, emitindo títulos de dívida pública, como as obrigações de tesouro, bilhetes de tesouro ou certificados de aforro. O IGCP gere também a tesouraria do Estado.

Durante o período de presidência de Cristina Casalinho, o Estado português foi bem sucedido no regresso ao financiamento de longo prazo nos mercados, depois da interrupção ocorrida entre 2011 e 2013, e tem conseguido realizar emissões a taxas de juro historicamente baixas.

A estratégia seguida tem sido a de manutenção de uma almofada de liquidez bastante elevada e de uma subida ligeira do prazo médio de emissões, algo que é defendido como sendo a opção mais prudente para o país, mas que foi alvo de críticas por parte do grupo de trabalho da dívida do PS e Bloco de Esquerda pelo aumento de custos que representa no curto prazo.