Torne-se perito

Vendas da Sonae superam seis mil milhões de euros em 2018

Todas as áreas de retalho cresceram, com destaque para a distribuição alimentar e electrónica. Vendas online atingiram os 150 milhões de euros, um crescimento de 30%.

Cláudia Azevedo assume condução do grupo numa altura que se perspectiva mais difícil.
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Cláudia Azevedo assume condução do grupo numa altura que se perspectiva mais difícil. NELSON GARRIDO

O último ano em que Paulo Azevedo e Ângelo Paupério lideraram a comissão executiva da Sonae SGPS, com o primeiro a manter-se como chairman, fica marcado como o melhor de sempre em termos de vendas e todas as áreas do grupo a mostrar desempenhos positivos. As vendas atingiram os 6,31 mil milhões de euros, um crescimento de 7,6% face a 2017, a beneficiar do “empurrão” de 9,3% registado no último trimestre, também o melhor de sempre na história do grupo.

A presidência da comissão executiva passa este ano para uma mulher, Cláudia Azevedo, o que acontece pela primeira vez na longa história do grupo fundado por Belmiro de Azevedo. A irmã de Paulo Azevedo tem pela frente o desafio de manter a actual ritmo de crescimento do grupo, numa conjuntura internacional que pode não ser tão favorável como a que se verificou nos últimos três anos.

Apesar de alguns riscos no horizonte, as perspectivas mantém-se “moderadamente optimistas”, admitiu ao PÚBLICO João Dolores, novo chief corporate center officer (CCCO) da Sonae SGPS, acrescentando que “é objectivo das diferentes áreas de negócio continuar a crescer acima do mercado”. Para isso o grupo vai continuar a acelerar na abertura de lojas, que só no retalho alimentar, no conceito de proximidade, o do Modelo Bom Dia, deverá ascender a 20 novas lojas em cada ano, num horizonte de quatro anos.

Os planos de investimento do grupo, que é proprietário do PÚBLICO, para o triénio que agora se inicia, estão estimados em 625 milhões, em expansão e manutenção do parque de lojas.

Relativamente às vendas de 2018, o único dado que é possível divulgar ao mercado nesta data, o grupo registou um crescimento acima dois dígitos nas vendas online, que superam os 150 milhões de euros, mais 30% que no ano anterior. A aposta ecommerce começou no retalho alimentar, mas integra actualmente os restantes negócios, com destaque para o electrónico, agregado na Worten.

“A Worten registou vendas de 1,1 mil milhões em vendas, 7,6% acima do limiar dos mil milhões ultrapassado em 2017”, refere o grupo em comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No último trimestre, o crescimento foi de 8,2% em termos homólogos. As vendas desta insígnia neste canal cresceram “a dois dígitos tanto em Portugal como em Espanha”, avança o comunicado.

A Sonae MC, que concentra o retalho alimentar, mas também as áreas de saúde e bem-estar, registou um crescimento de 7%, atingindo vendas de 4158 milhões de euros, superando pela primeira vez os quatro mil milhões de euros no conjunto do ano. O quarto trimestre de 2018, que conta com o efeito Natal, registou um crescimento de 7,1%. Esta unidade de negócio, que falhou a entrada em bolsa na recta final do ano passado, num momento de forte instabilidade nos mercados financeiros, avança, no comunicado, que reforçou “a sua liderança num mercado muito competitivo”.

A Sonae MC terminou o ano com a abertura de 100 lojas, das quais 13 Continente Bom Dia, três Continente Modelo e 22 Well’s. Na recta final de 2018 entrou num novo negócio, o das lavandarias self service e anunciou a aquisição em Espanha da rede de 41 para-farmácias Arenal Perfumarias SLU, ainda em processo de formalização.

O segmento da moda e desporto, agregado na Sonae Sports & Fashion, ganhou força no quarto trimestre, depois de um arranque de ano tímido, com um crescimento de 7,8% face aos últimos três meses de 2017 e de 1,9% no conjunto do ano. As vendas desta unidade de negócio totalizaram 369 milhões de euros, “com fortes níveis de crescimento em todos os negócios, em especial da Salsa”.

As marcas da ISRG, a ‘número dois’ ibérica de retalho de desporto do qual a Sport Zone faz parte, registaram vendas anuais de 610 milhões de euros, um "crescimento homólogo de 15,9%”. Este volume de vendas não é, no entanto, considerado nas vendas Sonae Sports & Fashion, uma vez que a consolidação da participação de 30% relativos à integração da Sport Zone é feita apenas a nível dos resultados (método de consolidação patrimonial).

A área de moda é a mais internacionalizada do grupo, com 140 lojas próprias ou franchisadas em 30 países.

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