Teatro Viriato evoca José Afonso em À Sombra Não Me Quito

Júlio Pereira, António Zambujo, Camané, Carlão, Sara Tavares, Teresa Coutinho e Teresa Salgueiro juntos num espectáculo evocativo de José Afonso. Esta quinta e sexta-feira no Teatro Viriato, em Viseu, às 21h30.

José Afonso
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José Afonso DR

Um ano depois de ali ter apresentado o seu disco Praça do Comércio, Júlio Pereira volta ao Teatro Viriato, em Viseu, com um espectáculo evocativo de José Afonso. Não só ele. O espectáculo, produzido e encomendado pelo próprio teatro (só ali será apresentado), reúne no mesmo palco Júlio Pereira, António Zambujo, Camané, Carlão, Sara Tavares, Teresa Coutinho e Teresa Salgueiro. Estreia-se esta quinta-feira, pelas 21h30, e repete sexta, à mesma hora.

E há outro nome associado ao espectáculo: o de João Luís Oliva, que foi assistente de produção de vários discos de Júlio Pereira e de José Afonso, e que escreve o texto de apresentação desta evocação, intitulada À Sombra Não Me Quito: “Estranho nome para um espectáculo evocativo de José Afonso, mas que cita o título de um dos seus poemas não musicados. Mais conhecida e celebrada é a memória do lutador e cantor da liberdade. (…) Porém, não se quite ou esconda nos bastidores o grande poeta e compositor que acalenta palavras em sons que surpreendem um quotidiano de encanto. Na teia das relações humanas e da própria Humanidade com a Natureza, ou no sonho de surrealidades bizarras. No traço alegre ou triste, doce, mordaz ou absurdo do olhar.”

Daí, justifica, a razão deste espectáculo: “A visita a esse universo poético e musical é agora proposta e partilhada por sete navegantes das mesmas águas. Por artistas que viajam — também andarilhos em reinvenção — entre as melodias, os ritmos e os redondos vocábulos de José Afonso. Por criadores e intérpretes de canções dos mais desvairados modos, do fado ao rap; pelo compositor, instrumentista e produtor que o acompanhou em palcos, estúdios, ares, estradas e vidas, mas também pela actriz, diseur dos seus poemas, que nasceu já depois de ele ter morrido.”

P.S.: Por lapso, já corrigido, o nome de António Zambujo não foi incluído na versão inicial desta notícia.