Crónica

A festa que se segue

Ainda faltam 112 quilómetros para o Dakar terminar e mesmo em etapas de consagração mais curtas houve sempre casos de abandonos no derradeiro dia de Dakar. Apesar de se saber dessa possibilidade não é menos verdade que, para a grande maioria, as classificações já estão perfeitamente definidas e os olhos postos em Lima onde a subida ao palanque final é sempre uma vitória.

Começo por isso a elencar aqueles que eu considero serem os destaques deste Dakar 2019 balanço que fecharei na crónica da próxima edição. Começo pelos portugueses no seu todo porque, como já tinha referido nesta terça-feira, apenas um tinha terminado em 2018. Agora vamos, espero eu, ter em Lima 12 dos 18 que dali partiram no dia 6.

Não posso deixar de destacar os SSV onde todos estarão à chegada. Uma fiabilidade que tem um paralelo nesta que é a mais recente Classe do Dakar e que terminará com a menor percentagem de desistências. Confesso que também não esperava andamentos tão consistentes e que colocam o 1.º SSV logo atrás de Giniel de Villiers, o 8.º dos automóveis.

Nas motos é certo que ficaram pelo caminho dois dos nossos pilotos das equipas oficiais, mas tanto os estreantes António Maio e Sebastian Buhler como os repetentes Joaquim Rodrigues, Fausto Mota e David Megre estiveram a um nível muito bom.

Falta mencionar o Filipe Palmeiro que cumpre sempre bem a sua tarefa de navegador nos automóveis e uma palavra muito especial para o Miguel Caetano que incorpora na perfeição o espírito do aventureiro e está a conseguir levar a sua missão até ao fim.

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