Crónica

Resistência lusa

No ano passado, por razões diversas, apenas um piloto luso terminou o Dakar: Fausto Mota. Este ano, felizmente e pese a terceira baixa, com o abandono de António Maio, que estava a fazer uma grande corrida, ainda continuamos com a grande maioria de pilotos em prova.

Nos SSV continuam, aliás, todos em competição. Num Dakar que se esperava muito duro, acima de tudo pelas dificuldades na travessia das dunas, os obstáculos maiores vieram, todavia, de um fesh fesh que ninguém gosta. Além da qualidade dos pilotos, isto prova que se prepararam bem para o que aí vinha, tanto ao nível do físico como da mecânica.

A preparação para um Dakar exige determinados cuidados e a participação continuada de pilotos lusos na prova ajuda a que essa informação e know how se vão transmitindo. É interessante também informar os leitores que são vários os portugueses que foram até ao Peru para perceber in loco como funciona o Dakar, porque um previsível aumento de participação, especialmente ao nível dos SSV, pode começar a justificar a criação de estruturas portuguesas em áreas onde se exige um investimento maior.

Com esse investimento, também se podem gerir melhor os orçamentos de participação numa prova tão exigente do ponto de vista financeiro. Aliás, é bem possível que, por via dos SSV, regressem ao Dakar pilotos que tanto sucesso já obtiveram nesta mítica competição de todo-o-terreno.