Raquel Soares criou a Day by Day para ajudar as mulheres a organizarem os seus dias

Agenda é feita em papel reciclado e todos os anos os temas variam. Desta vez a homenagem é a quatro rainhas portuguesas.

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Nélson Garrido

Foi a pensar em mulheres como ela, que gostam de ter uma agenda onde possam apontar tudo e mais alguma coisa que Raquel Soares lançou, há quatro anos, a Day by Day Agenda. Trata-se de um organizador do dia-a-dia, cheio de detalhes, desde a gestão de desempenho, aos objectivos a cumprir e formações a fazer. Então, a gestora de recursos humanos não encontrava nada semelhante em Portugal e, por isso, criou uma agenda à sua medida pessoal e profissional. Não sai de casa sem ela e, caso se esqueça, volta atrás para a buscar.

“São agendas de autor, feitas de papel reciclado, para mulheres que gostam de detalhes, de se sentirem únicas”, diz a criadora do produto. “E para as ajudar a viverem o seu day by day – daí o nome da agenda – pessoal e profissional de forma intensa”, continua, enquanto mostra as agendas deste ano cujo tema são quatro rainhas de Portugal. Mas pelas suas capas já passaram azulejos, para alertar para a necessidade de os preservar, assim como a filigrana, para homenagear os ourives de Gondomar.

Mais do que uma marca, a Day by Day Agenda “é um conceito”, elucida Raquel Soares. São feitas em papel reciclado e, por essa razão, o ano passado fez uma parceria com a Quercus. “Por cada agenda vendida, oferecíamos à Quercus uma semente de uma árvore, perfazendo um total de mil sementes”, recorda entusiasmada por estar a contribuir para o meio-ambiente. As edições são de mil exemplares (24,90 euros).

Como começou, então, esta aventura? Raquel Soares sempre foi exigente com as agendas que escolhia. Em Portugal nunca encontrava o que queria e comprava durante as suas viagens. “Tinham mais espaço para acrescentar coisas do meu dia-a-dia, como registar os meus pensamentos e ensaios sobre determinados temas”, recorda, enquanto mostra a sua, ainda com o ano a começar e já rabiscada de apontamentos.

PÚBLICO -
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Para este ano, a ideia foi homenagear quatro rainhas de Portugal Nélson Garrido

Há quatro anos, a gestora fez um desafio a si própria: fazer a sua agenda pessoal, encardenada e tudo. Houve quem a elogiasse mal a viu e pediu-lhe uma igual. O que têm de especial estas agendas para terem esgotado em Dezembro? Por exemplo, “as clientes que nos acompanham desde o início têm o nome delas na capa”, responde. Depois, há uma série de detalhes como a agenda começar com páginas para definir o projecto de vida logo no início do ano; ou páginas dedicadas à gestão de desempenho sobre o que se quer fazer naquele ano, seguidas da temática gestão da formação com as formações que se pretende fazer.

Mas não é só a profissão que está plasmada nas páginas da Day by Day, há também espaço reservado para definir a ementa mensal que até pode ser feita com os filhos, uma lista de compras e ainda a despesa mensal. E mais algumas página pessoais para registar sites, restaurantes, endereços e títulos de livros. Há sempre uma frase mensal motivadora, como, no mês de Junho, uma de Albert Einstein: “Não tente ser uma pessoa de sucesso. Tente ser uma pessoa de valor.”

Traz ainda uma bolsa com papers sticks, espaço para guardar documentos, assim como um marcador com calendário. O tema do próximo ano ainda está em estudo, mas não deverá fugir ao objectivo de homenagear pessoas ou deixar um alerta para determinados assuntos.

Este ano o tema são as rainhas e Raquel Soares faz uma pequena descrição de cada uma delas: a agenda D. Inês de Castro tem a capa amarela em alusão ao sofrimento causado pelo trágico amor desta mulher e de D. Pedro. “É um dos amores mais intensos de que a história tem memória”, elucida. Já a capa dedicada a D. Isabel tem flores desenhadas por causa do milagre das rosas. A agenda de D. Filipa de Lencastre, em tom lilás, homenageia uma “mulher mais discreta, mas ainda assim com uma presença forte na corte e na educação dos filhos”. Por fim, a agenda D. Amélia, em verde e dourado, relembra “as histórias de muito sofrimento desta elegante rainha”, conclui.