100 Horas de Astronomia dão a volta ao mundo (e a Portugal) a partir de hoje

A União Astronómica Internacional está a fazer 100 anos. Entre esta quinta-feira e domingo, a astronomia será festejada em todo o planeta, incluindo Portugal de norte a sul.

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Galáxia do Cata-Vento DR

Para assinalar o centenário da União Astronómica Internacional, haverá comemorações por todo o mundo através das 100 Horas de Astronomia 2019. Portugal não é excepção e vai receber 15 iniciativas relacionadas com o aniversário, entre os dias 10 a 13 de Janeiro – ou seja, entre a noite desta quinta-feira e a noite de domingo. De Braga a Lagos, passando por Lisboa e Porto, todos estão convidados a celebrar a astronomia. Para assinalar a data, haverá observações astronómicas com telescópios, conversas com especialistas e até pequenos cursos de astrofotografia de paisagem.

No Porto, o centenário é festejado no Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, numa actividade que já costuma acontecer nas noites da segunda quinta-feira de cada mês, entre as 21h e as 22h30. Portanto, já esta noite esta actividade, Mais Perto das Estrelas, inclui uma visita ao interior da cúpula do Planetário digital, seguindo-se uma observação astronómica no exterior com telescópios (se as condições meteorológicas assim o permitirem). Os participantes podem contar ainda com a ajuda de astrónomos do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) para responder a questões e comentar as mais recentes descobertas do mundo da astronomia.

Indo de norte para sul, no concelho de Celorico de Basto, distrito de Braga, a astronomia celebra-se também no sábado, 12 de Janeiro. O evento, que irá ter lugar na Capela de Nossa Senhora do Viso, em Caçarilhe, vai pedir aos participantes sejam Astrofotógrafos por uma Noite. Agregando a fotografia e a astronomia, esta actividade tem uma duração de duas horas e pretende explicar as melhores formas de fotografar imagens nocturnas.

Em Lisboa irão decorrer duas iniciativas: uma no Observatório Astronómico de Lisboa, outra no Centro de Informação Geoespacial do Exército. Star Party – Um Céu para Todos irá transformar o Observatório Astronómico de Lisboa num espaço de várias actividades gratuitas das 18h à 01h, a 11 de Janeiro (sexta-feira). Haverá observações astronómicas com telescópios, workshops direccionados para famílias, visitas guiadas nocturnas ao edifício, exposições e um quiz de astronomia. Neste último jogo, “os participantes formarão equipas com astrónomos e poderão testar os seus conhecimentos (e os deles) sobre o espaço e o Universo”, sublinha um comunicado do IA. E no Centro de Informação Geoespacial do Exército haverá duas observações diurnas do Sol e duas observações ao céu nocturno, entre 10 e 12 de Janeiro.

As celebrações dos 100 anos da União Astronómica Internacional, que a astrofísica portuguesa Teresa Lago como secretária-geral desde Agosto de 2018, chegam também a Lagos. No Centro de Ciência Viva Lagos irá decorrer uma sessão de observação astronómica no seu Jardim de Ciência, às 19h de 11 de Janeiro (sexta-feira). E ainda sessões de observação solar entre as 10h e as 16h, de 12 de Janeiro (sábado). Para participar nestas sessões é necessário inscrição prévia no site do Centro de Ciência Viva Lagos.

A programação completa em Portugal das 100 Horas de Astronomia 2019 pode ser consultada no site IUA100 - Portugal, criado pela Sociedade Portuguesa de Astronomia e pelo NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia, os coordenadores das actividades comemorativas em Portugal.

Com estas actividades em todo o mundo pretende-se também “consciencializar as pessoas da existência de um século de descobertas astronómicas e apoiar e melhorar o uso da astronomia como ferramenta para a educação, desenvolvimento e diplomacia”, como pode ler-se no site das 100 Horas de Astronomia. E a história da UAI, no contexto do desenvolvimento da astronomia moderna, vai ser publicada em Abril deste ano no livro The International Astronomical Union: Uniting the Community for 100 Years (A União Astronómica Internacional: A Unir a Comunidade há 100 anos).

Texto editado por Teresa Firmino