PÚBLICO mantém vendas em banca e aumenta quota de mercado

Nenhum jornal teve ganhos nos dez primeiros meses do ano. Mercado de vendas de jornais em banca desceu 8,2% e caiu 8% no digital.

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Nos dez primeiros meses deste ano venderam-se menos 12 mil jornais/dia face a 2017 PAULO PIMENTA

Nos dez primeiros meses do ano, o mercado de vendas de jornais em banca desceu 8,2%. Mas o PÚBLICO manteve praticamente o número de exemplares vendidos (apenas menos 35 por edição) e aumentou a sua quota de mercado em 1%, passando agora a deter 10% do total do mercado, mostram os mais recentes dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem (APCT), publicados nesta quinta-feira. No total, venderam-se por dia menos 12.216 jornais em banca no país face a igual período do ano anterior. Nenhum jornal teve ganhos relativamente ao período homólogo de 2017.

O Correio da Manhã, que lidera com uma quota de mercado de quase 60%, perdeu 7,9% em banca (quase menos 7000 jornais vendidos por dia), estando agora num valor médio de 80.623 exemplares por edição. É seguido pelo Jornal de Notícias (34.805 jornais diários vendidos, menos 9,5% que no ano anterior), PÚBLICO (13.371 jornais por dia, apenas menos 0,3% que no mesmo período de 2017) e Diário de Notícias, com 6159 (menos quase 19%). Nos semanários, o Expresso teve uma queda de 9%, isto é, vendeu menos 5615 exemplares por semana para uma média de 56.797 por edição.

Também o mercado do digital, constituído na sua grande maioria por assinaturas, caiu 8% face ao mesmo período de 2017 para uma média de 27.255 subscrições (menos 2375). Líder nos jornais generalistas diários neste campo com uma quota de 45%, o PÚBLICO perdeu 14,5% entre Janeiro e Outubro, fixando-se num valor médio de 12.270 assinantes embora registando já alguma tendência de recuperação no final deste período. Neste campo, o semanário Expresso subiu 10,3% (ficando agora com uma média de 24.871 vendas digitais).

Na circulação total paga, somando os jornais generalistas e o Jornal de Negócios, observou-se uma queda de 7,6%, o que corresponde em termos brutos a uma perda de 15.064 exemplares diários. A maior descida foi da revista Visão, que perdeu 20.810 exemplares (ou seja, menos 32,8% face aos dez primeiros meses de 2017). O Diário de Notícias, que passou a semanário em Junho, perdeu 19% em vendas em banca, estando agora nos 6159 exemplares, e na circulação digital paga sofreu uma quebra de 6%.