Opinião

Cartas ao director

Helicóptero do INEM

António Costa: "Acho que o senhor Presidente da República exprimiu bem aquilo que todos sentimos. O que podemos desejar é que o que vem no relatório preliminar não venha a ser confirmado no relatório definitivo, porque obviamente falhas como foram referidas não são aceitáveis no funcionamento do Estado." 
Primeiro: Se as falhas foram referidas no relatório preliminar, é porque existiram, certo? Vão agora evaporar-se até à redacção do relatório final? Quando já é pública a sequência temporal dos acontecimentos, por o timeband já ter sido publicado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil? 
Segundo: senhor primeiro-ministro, tanta falha junta da parte do Estado, recai em quem? Eu digo-lhe: leia o que consta a nível de alterações no Decreto-Lei 112/2014, o qual modificou, já em 2014, muita coisa no modus operandi do Ministério da Administração Interna. Está lá tudo. Recai num único ministério, tem nisso alguma dúvida? E o cavalheiro que agora nele superintende ainda se arroga o direito de falar como fala? E de fazer a cara de maus fígados que se vê, quando interpelado pelos jornalistas?  
À senhora que antes dele desempenhava o cargo teve de ser accionado o botão "eject"... Ao cavalheiro que estava na pasta da Defesa, idem. Este cavalheiro do MAI [Eduardo Cabrita] parece ser o próximo a estar sentado no "banco de ejecção" da aeronave. Isto, confesso, só com muito sarcasmo pode ser dito, pois está a ser demais! Por muito menos o PSD e o CDS foram duramente criticados, numa fase terrível para o país, e o que se vê agora? Mais que uma lástima, uma tragédia, tanta a incompetência e desorganização que temos vindo a assistir a nível de Governo. Onde se viu o Presidente da República tecer duríssimas críticas ao Estado, e o primeiro-ministro vir confirmá-lo? E onde ficamos nós, os cidadãos?
Carlos Gilbert, Porto

Greve dos enfermeiros

A actual luta através da greve dos enfermeiros é justa. Estas manifestações de desagrado têm anos e não são ouvidas. Estão em causa carreiras, horários cumpridos para lá do horário normal, exaustão e por aí fora. É uma crueldade não atender esta classe imprescindível ao SNS.

Estes especializados enfermeiros não são ‘’criminosos’’, como foram acusados pela ministra da Saúde, que disse não ter tido intenção de os ofender(!). Inqualificável! Por menos, já houve membros do governo que foram despedidos, e bem, por justa causa.

Sobre esta consistente mobilização, a frenética e ansiosa actuação da presidente da Ordem dos Enfermeiros contrasta com o seu silêncio ensurdecedor durante a legislatura anterior. Esta instituição tem-se substituído aos sindicatos… Ana Rita Cavaco sabe que a Ordem não é um sindicato?

Vítor Colaço Santos, Areias