Sem CR7 pela primeira vez, o Real Madrid foi um campeão mundial suficiente

"Merengues" fecham ano com triunfo sem discussão sobre o Al Ain por 4-1 na final de Abu Dhabi.

Llorente e Modrid marcaram em Abu Dhadi
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Llorente e Modrid marcaram em Abu Dhadi Reuters/SUHAIB SALEM

Já se sabe que o Real Madrid é um especialista nos jogos que dão títulos e isso ficou mais uma vez provado neste sábado, em Abu Dhabi, conquistando o Mundial de Clubes pela quarta vez (terceira consecutiva), com um triunfo na final sobre o Al Ain, por 4-1. Tal como acontecera no final de 2016 e 2017, os “merengues” fecharam 2018 a conquistar mais um troféu para o museu do onSantiago Bernabéu (e um bálsamo para a época pouco conseguida que estão a realizar), mas com uma diferença fundamental em relação aos títulos anteriores. Este foi o primeiro Mundial que o tricampeão europeu conquistou sem Cristiano Ronaldo, marcador nas duas finais anteriores e eleito homem do jogo em ambas.

CR7 anda agora por Turim e não estava no grupo excursionista “merengue” que foi até Abu Dhabi para enriquecer o palmarés com mais uma conquista na competição que Gianni Infantino, presidente da FIFA, quer alargar a 24 participantes. Enquanto isso não acontece, continua a ser alta a probabilidade de a final do Mundial de Clubes ser como foi esta de 2018, sem grande equilíbrio nem grande interesse competitivo, em que uma equipa faz o suficiente para ganhar porque o adversário está vários patamares abaixo — e o próprio modelo da competição já parte do princípio de que os campeões continentais não são todos iguais.

O grande mérito do Al Ain neste Mundial de clubes, no qual competiu como representante do país anfitrião (Emirados Árabes Unidos), foi mesmo eliminar o River Plate, campeão sul-americano, nos penáltis, aproveitando a displicência dos argentinos para seguir em frente. A esperança seria fazer o mesmo com o Real Madrid e, nos primeiros minutos, quase o conseguiram, quando El Shahat recebeu uma bola em profundidade, chegou à àrea “merengue” e fintou toda a gente que lhe apareceu à frente — Sergio Ramos, quase em cima da linha de golo, esticou a perna e desviou o remate para canto.

Praticamente na resposta, Luka Modric, num potente remate de fora da área, fez o 1-0 aos 14’. A partir daqui já não havia dúvidas de que a equipa de Santiago Solari iria conquistar mais um destes “mundialitos”, sem oposição credível de um rival com bons valores atacantes (Shabat, o brasileiro Caio ou o sueco Berg), mas muito ingénuo a defender. O marcador só voltou a funcionar na segunda parte, com Llorente a fazer o 2-0 aos 60’ e Sergio Ramos a chegar ao 3-0 aos 78’. O Al Ain ainda reduziu para 3-1, aos 86’, por Shiotani, mas o Real repôs a diferença já em tempo de compensação, com um autogolo de Nader após jogada de Vinícius.

Antes desta final, o River Plate redimiu-se do desastre da meia-final e levou o jogo do terceiro lugar mais a sério, goleando o Kashima Antlers por 4-0 para ficar no degrau mais baixo do pódio. Zuculini marcou o primeiro aos 24’ e, depois de uma boa resposta dos japoneses (que estiveram várias vezes perto do empate), os argentinos voltaram a marcar aos 73’, por Pity Martínez, que ainda marcou mais um no tempo de compensação. Entre os dois golos de Pity, Borré marcou de penálti, aos 89’.