Grupo Peugeot Citroën assegura 100% de empresa de carsharing eléctrico

Fabricante automóvel adquiriu à espanhola Eysa o capital que ainda não detinha na Emov.

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A Emov chegou a Lisboa em Abril de 2017 Daniel Rocha

O grupo automóvel PSA, que congrega marcas como a Peugeot, Citroën e Opel, adquiriu à espanhola Eysa os 51% que ainda não detinha na Emov, empresa de carsharing de veículos eléctricos com presença em Lisboa.

Este negócio, cujos pormenores não forma revelados (como o valor da operação), surge cerca de dois anos após o lançamento da Emov, no âmbito de uma parceria da Eysa e do grupo francês liderado pelo português Carlos Tavares (que é presidente da PSA desde 2014, após ter passado pela Renault-Nissan).

Depois do seu lançamento em Madrid, a Emov chegou a Lisboa em Abril de 2017, onde concorre com empresas como a Drivenow.

De acordo com o comunicado enviado esta quarta-feira às redacções, a Emov conta actualmente com “mais de 200.000 utilizadores e um parque circulante de 600 Citröen C-Zero 100% eléctricos em Madrid e de 150 em Lisboa”.

O grupo automóvel destaca que o negócio agora concretizado faz parte da sua estratégia de mobilidade sob a marca Free2Move, através da qual foi feito o reforço na Emov. A Free2move, presidida por Brigitte Courtehoux, arrancou em 2016 e expandiu-se recentemente para novos mercados: China (Wuhan), em Setembro deste ano; e EUA (Washington), em Outubro. Está também em Paris desde este mês de Dezembro. Nada no comunicado fala de uma harmonização de marca, como a passagem de Emov para Free2move.

“O domínio da mobilidade partilhada, no qual a Emov se insere, é uma das sete megatendências identificadas pelo grupo para redefinir e criar o futuro do automóvel”, diz o comunicado enviado pelo grupo.

As sete megatendências, apresentadas por Carlos Tavares, dizem respeito à partilha (carsharing), conectividade, digitalização, divergência de mercados (com a Europa, EUA e Japão/Coreia do Sul a perderem importância face à China e emergentes), comportamento dos clientes (com enfoque numa melhor retenção dos clientes, mais personalizada), energia/ambiente e veículos autónomos. No caso da partilha de veículos, o grupo estima que entre 2015 e 2030 haja 10 milhões de novos automóveis ligados a este modelo de transporte.

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