"Coletes amarelos" portugueses têm prazo de dois dias para avisar autoridades

PSP nota que os promotores do protesto marcado para sexta-feira e inspirado no movimento "coletes amarelos" em França têm que realizar "uma reunião prévia com as autoridades policiais locais".

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Rui Gaudencio

O dia marcado para o protesto dos "coletes amarelos" portugueses é a próxima sexta-feira. Para evitar problemas, a Direcção Nacional da PSP avisa as entidades e os cidadãos que tencionam organizar manifestações na sexta-feira que têm que comunicar esta intenção "por escrito e com a antecedência mínima de dois dias úteis" ao presidente da câmara do município onde as acções ocorrerem.

Pedindo aos cidadãos que exerçam o seu direito de manifestação de “forma pacífica e em respeito pela lei", a PSP explica que é preciso realizar "uma reunião prévia com as autoridades policiais locais", numa nota divulgada esta segunda-feira.

A PSP já tinha alertado que vai estar de prevenção na sexta-feira, antecipando para esse dia "manifestações de grande dimensão em todo o país". Por esse motivo, suspendeu mesmo as folgas marcadas pelos efectivos.

Agora, lembra que as "reuniões, comícios, manifestações ou desfiles em lugares públicos ou abertos ao público" que se enquadrem no protesto organizado sob o lema "Vamos parar Portugal" têm que obedecer às regras previstas na lei. E frisa que "vai montar um dispositivo de segurança adequado a cada uma destas acções”. Informa ainda que os contactos dos Comandos Distritais podem ser obtidos através do sítio oficial da PSP, escolhendo o distrito no item "Onde Estamos".

Na semana passada, o porta-voz da Direcção Nacional da PSP disse que as autoridades prevêem "manifestações de grande dimensão em todo o país" e que, por isso, é necessário ter o "pessoal operacional". A preocupação das autoridades tem que ver com a previsível dimensão deste evento e não com qualquer informação de possíveis confrontos, acrescentou. 

Por uma questão de bom senso, disse ainda, as folgas e os créditos horários dos efectivos da PSP foram suspensos. Isto aconteceu depois de terem sido marcados os protestos inspirados no movimento "coletes amarelos" em França, onde manifestações contra o custo de vida e para reclamar a descida dos impostos e do preço da gasolina resultaram já em violentos confrontos no centro de Paris.