Crédito para compra de casa voltou a acelerar em Outubro

Crescimento dos empréstimos ao consumo também voltou a acelerar, registando um aumento de 12% em termos anuais homólogos.

Compra de casa com recurso a crédito volta a aumentar.
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Compra de casa com recurso a crédito volta a aumentar. Nelson Garrido

Em Outubro, os bancos voltaram a acelerar na concessão de crédito à habitação e ao consumo. Para a compra de casa, os novos empréstimos ascenderam a 811 milhões de euros, mais 21 milhões de euros face a Setembro, mês em que se tinha registado uma ligeira queda.

Esta subida acontece depois de três meses de ligeiro recuo, e quando já está em pleno a medida macroprudencial do Banco de Portugal para travar a concessão de crédito às famílias, através da adopção de critérios de avaliação mais rigorosos, tendo em conta uma possível subida de taxas de juro.

De acordo com dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, o novo crédito ao consumo também voltou a aumentar. Para crédito ao consumo foram emprestados 397 milhões de euros, bem acima dos 353 milhões contratados em Setembro, e para outros fins (sem finalidade definida) mais 154 milhões de euros, o mesmo que no mês anterior.

De Janeiro a Outubro, os bancos já emprestaram 8104 milhões de euros para compra de casa, quase 22% a mais que em igual período de 2017. E o acumulado do ano para consumo vai em 5514 milhões de euros, um crescimento de 10% face aos primeiros 10 meses do ano passado.

A soma dos dois segmentos de crédito às famílias aproxima-se dos 13.500 milhões de euros, um crescimento de 15%.

Os novos empréstimos estão a ser concedidos a taxas muito baixas, o que permite a mais famílias aceder ao crédito no presente, mas a torna bem mais vulneráveis em caso de subida, o que se perspectiva a partir do final de 2019. A taxa média dos novos empréstimos à habitação em Outubro situou-se em 1,34%, inferior em dois pontos base face a Setembro, e quase 20 pontos base em termos homólogos.

No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias subiram ligeiramente, para 7,22% e 4,19%, respectivamente. Em Setembro tinham ficado em 7,19% e 3,84%. 

Os dados do regulador mostram que a taxa de juro média dos novos depósitos até um ano continuou a cair no caso das empresas, fixando-se em 0,11%, dois pontos base abaixo do valor de Setembro. Nos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano aumentou um ponto base, para 0,15%.