Obama lembra a frase de Bush: "Diverte-me mais pensar que fui um dos fundadores da YMCA no Texas"

Obama sublinhou a contribuição de Bush para "reduzir o flagelo das armas nucleares", "expulsar um ditador do Kuwait" e "terminar com a Guerra Fria sem se disparar um tiro".

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"A América perdeu um patriota e um humilde servidor", disse o ex-Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, sobre a morte de George Bush, que morreu na sexta-feira à noite em Houston, com 94 anos.

As palavras de Barack Obama sublinhavam a contribuição de Bush para "reduzir o flagelo das armas nucleares e para formar uma ampla coligação internacional para expulsar um ditador do Kuwait", Sadam Hussein. Obama acrescentou que a diplomacia de George Bush ajudou a "terminar com a Guerra Fria sem se disparar um tiro".

"A vida de George H. W. Bush é um testamento da noção de que o serviço público é uma vocação nobre e alegre. Ele fez um trabalho fantástico ao longo desta jornada", lê-se no depoimento que Barack Obama publicou na sua conta de Twitter.

"Expandir a promessa americana aos novos imigrantes e às pessoas com deficiência. Reduzir o flagelo das armas nucleares e construir uma larga coligação internacional para expulsar um ditador de Kuwait", completou. 

"Depois de 73 anos casados, George e Barbara Bush estão agora de novo juntos, dois pontos de luz que nunca se desvaneceram, dois pontos de luz que serviram de ignição para muitos outros com o seu exemplo — o exemplo do homem que, estando à frente das Forças Armadas mais poderosas do mundo, uma vez disse: 'Diverte-me mais pensar que fui um dos fundadores da YMCA em Midland, no Texas do que qualquer outra coisa'."

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elogiou a "liderança inabalável" de George Bush.

"Através de sua autenticidade, do seu espírito e compromisso inabalável com a fé, a família e o seu país, o Presidente Bush inspirou gerações de cidadãos norte-americanos", afirmou Trump através de um comunicado divulgado a partir de Buenos Aires, onde participa na cimeira do G20.

O antigo Presidente dos Estados Unidos George Bush morreu aos 94, disse na sexta-feira o porta-voz da família, Jim McGrath.

Morreu pouco depois das dez horas da noite de sexta-feira (4h de sábado em Lisboa), cerca de oito meses depois da morte de mulher, Barbara Bush.

O 41.º Presidente dos Estados Unidos esteve na Casa Branca entre 1989 e 1993 e, oito anos depois, assistiu à tomada de posse de um dos seus filhos, George W. Bush, como 43.º Presidente. Apenas um outro Presidente, John Adams, teve um filho que também se tornou Presidente. 

George Bush viu sua popularidade aumentar no período da Guerra do Golfo, em 1991, mas esse capital desapareceu num período de recessão, breve mas profunda, que se seguiu. O republicano acabou por ser derrotado pelo democrata Bill Clinton quando se candidatou a um segundo mandato.

Bush combateu na II Guerra Mundial, foi congressista pelo estado do Texas, director da CIA e vice-presidente nos dois mandatos de Ronald Reagan.

Nos últimos meses, George Bush foi internado várias vezes: a 23 de Abril, um dia depois do funeral da mulher, com uma infecção no sangue, tendo permanecido no hospital 13 dias. Voltou ao hospital em Maio, com a tensão arterial baixa e fadiga.

Comemorou o seu aniversário a 12 de Junho fazendo história - tornou-se o primeiro ex-Presidente a chegar aos 94 anos.

George Bush era o patriarca de uma dinastia política que inclui o ex-Presidente George W. Bush, o ex-governador da Florida Jeb Bush (que também tentou a candidatura à Casa Branca, mas não passou das primárias) e um neto, George P. Bush, filho de Jeb, que integra o governo estadual do Texas.