Desemprego cai para mínimo de 16 anos

Taxa de desemprego mensal foi de 6,6%, o que representa um recuo em relação a Agosto. Em Outubro o desemprego deverá voltar a subir.

Em Setembro não se confirmou a tendência iniciada em Agosto e o desemprego caiu
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Em Setembro não se confirmou a tendência de subida iniciada em Agosto e o desemprego caiu Patrícia Martins

Depois da ligeira subida em Agosto, a taxa de desemprego voltou a recuar em Setembro, afectando 6,6% da população activa, mas em Outubro deverá subir novamente. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e apontam para uma redução do desemprego de 0,3 pontos percentuais em relação a Agosto e de 0,2 pontos em relação ao ano passado.

De acordo com o INE, “desde Setembro de 2002 que não era observada uma taxa de desemprego tão baixa”.

No final de Setembro, 340.900 pessoas estavam desempregadas, o que representa uma diminuição de 5% (menos 18.000 pessoas) em relação a Agosto e de 21,5% (menos 93.600 pessoas) em comparação com o mês homólogo de 2017.

O desemprego jovem também baixou em Setembro e afectava 19,9% da população activa entre os 15 e o 24 anos. Trata-se de um recuo face à taxa de 20,4% de Agosto e de 24,5% de 2017.

A população empregada totalizou 4,8 milhões de pessoas, um aumento de 0,2% (mais 8.800 pessoas) face a Agosto e de 1,8% (mais 84.000 pessoas) em relação ao ano passado.

O INE divulgou também a estimativa provisória da taxa de desemprego para o mês de Outubro, esperando que este indicador suba ligeiramente para 6,7% (um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a Setembro).

Os dados de Setembro e as estimativas para Outubro estão ajustados dos efeitos sazonais. Mas se a sazonalidade não for tida em conta, as tendências mantêm-se: a taxa de desemprego de Setembro foi de 6,6% e em Outubro espera-se que afecte 6,8% da população activa (um aumento mais expressivo do que o previsto sem sazonalidade).

Desde 2014, o INE divulga todos os meses dados sobre a evolução do mercado de trabalho em Portugal, complementando as estatísticas trimestrais. Há diferenças metodológicas entre os números trimestrais e os mensais, o que leva a que todos os meses o instituto faça uma revisão dos dados mensais.

No terceiro trimestre de 2018 a taxa de desemprego manteve-se em 6,7%, dando sinais de que poderá estar-se perante uma estabilização do desemprego, indo ao encontro do que têm dito vários economistas.