A toupeira-de-água foi fotografada por Joel Sartore na zona do Douro. Foi o animal 8000 da Photo Ark.
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A toupeira-de-água foi fotografada por Joel Sartore na zona do Douro. Foi o animal 8000 da Photo Ark. Joel Sartore

Depois do Porto, a “maior arca fotográfica do mundo” ruma a Lisboa

Photo Ark, a exposição do fotógrafo Joel Sartore, da National Geographic, vai estar em Lisboa de 28 de Novembro a 5 de Maio. Depois de passar pelo Porto, chega agora à Cordoaria Nacional com o dobro das fotografias, algumas inéditas e tiradas em Portugal.

A toupeira-de-água (nativa do Norte e Centro da Península Ibérica e de França) é um animal nocturno e insectívoro, que passa a vida na água. Está em vias de extinção, mas em Portugal ainda pode ser encontrada em algumas zonas do Douro. Foi aí que Joel Sartore a fotografou para um dos retratos que vão constar da exposição Photo Ark, que chega à Cordoaria Nacional em Lisboa a 28 de Novembro, depois de ter passado pelo Porto.

O animal junta-se assim ao lobo-ibérico, à girafa-de-angola, à lebre-ibérica e ao caimão na zona da exposição destinada às imagens captadas em Portugal, onde vão figurar retratos de 12 espécies diferentes. Fazem parte das 50 fotografias inéditas que vão estar em exposição em Lisboa, que no total vai contar com mais de 100 imagens.

PÚBLICO -
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Joel Sartore é fotógrafo da National Geographic e criador do projecto Photo Ark.

A exposição faz parte do projecto com o mesmo nome de Joel Sartore, fotógrafo da National Geographic. Há 13 anos, o norte-americano iniciou a missão de fotografar as mais de 12 mil espécies de animais que vivem em cativeiro para criar um inventário único, a “maior arca fotográfica do mundo”. Em Maio de 2018, anunciou que a toupeira-de-água tinha sido a número 8000. O objectivo do projecto é alertar o público para a importância de protegermos estes animais: “Espero que esta ligação possa inspirar as pessoas a agir e a protegê-los, antes que seja tarde demais”, disse o fotógrafo ao PÚBLICO, na altura da inauguração da exposição no Porto, que teve mais de 60 mil espectadores. O fotógrafo já percorreu jardins zoológicos, aquários, centros de reabilitação de vida selvagem e criadores particulares em todo o mundo. Tudo para criar retratos “olhos nos olhos”, utilizando apenas fundos brancos ou pretos, de modo a evitar distracções e permitir que olhemos “profundamente os animais e apreciarmos a sua verdadeira beleza e o seu valor”, explicou na altura.

A exposição estará aberta até 5 de Maio de 2019, durante todos os dias, incluindo Natal e Ano Novo. As crianças até quatro anos têm entrada livre e as com mais de cinco anos pagam cinco euros. Jovens até aos 18 anos, universitários até aos 25 anos e pessoas com mais de 65 anos pagam sete euros, enquanto os restantes adultos terão de desembolsar nove euros. Existem, ainda, preços especiais para grupos, sejam famílias (24 euros), grupos escolares (quatro euros) e infantários (gratuito).

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