Herbert e Mahut mantêm esperança tricolor na Taça Davis

França bateu a Croácia no encontro de pares e adiou a entrega do troféu para domingo.

Foto
Reuters/CHRISTIAN HARTMANN

Os milhares de detentores de bilhetes para o terceiro dia da final da Taça Davis respiraram de alívio ao saber que os encontros de domingo vão decidir a selecção vencedora da 107.ª edição da competição. E a maior parte dos adeptos, mais de 20 mil franceses, ainda se emocionou, saltou e vibrou com a vitória de Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut sobre Mate Pavic e Ivan Dodig, reduzindo para 1-2 o resultado da final, que decorre em Lille.

“Tentámos manter a equipa viva e penso que esta noite vamos estar a sorrir, mas ainda temos mais dois encontros para ganhar. Queremos vencer a Taça Davis e penso que os nossos jogadores podem consegui-lo. Ontem [sexta-feira], tiveram um dia difícil mas, após esta vitória, tudo pode mudar”, frisou Mahut, depois do triunfo, por 6-4, 6-4, 3-6 e 7-6 (7/4), alcançado depois de três horas e meia de um grande encontro de pares.

PÚBLICO -
Foto
SofaScore

A dupla francesa sentiu o calor e apoio do público desde o primeiro momento e correspondeu, dominando os dois primeiros sets e meio, até ter quatro break-points para 4-1, na terceira partida. Encostados à parede, os croatas reagiram e ganharam 15 de uma série de 21 pontos.

Mas Pavic teve de mostrar nervos de aço ao servir a 4-5, 0-40. O público fez-se sentir fortemente e só dois minutos depois houve silêncio para servir, antes de igualar e levar a decisão para o tie-break. Um mini-break no segundo ponto permitiu aos franceses adiantarem-se para 4/1 e, quando Pavic voltou a enfrentar um match-point, já não conseguiu evitar a vitória da França.

“Foi um dia espantoso, talvez um dos melhores das nossas carreiras. Sentimos alguma coisa no ar quando entrámos no court e quisemos retribuir-lhes”, disse Herbert, corroborado pelo seu capitão, Yannick Noah: “Às vezes sento-me esmagado. Ajuda mesmo quando as pessoas se envolvem, nós sentimos, os adversários sentem, faz uma grande diferença.”

A França vai tentar repetir um feito que tem 79 anos, quando a Austrália triunfou após perder os encontros do primeiro dia. Para os dois singulares de domingo, Noah vai esperar até ao máximo permitido, uma hora antes do início dos encontros, para anunciar quem irá jogar, já que Jo-Wilfried Tsonga está ligeiramente lesionado e Jérémy Chardy esteve muito abaixo do esperado no primeiro encontro, de sexta-feira. Lucas Pouille e Herbert são hipóteses.

“Sei que não acontece desde 1939 mas foi sempre assim connosco, sempre que ganhámos qualquer coisa, Já passaram muitos anos desde a última vez”, lembrou Noah.