As notas dos portugueses: Catarina Martins sai-se bem, Marcelo já esteve melhor

Assunção Cristas e Rui Rio têm avaliações negativas. São dados revelados no último barómetro da Aximage.

Catarina Martins é a líder com melhor avaliação
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Catarina Martins é a líder com melhor avaliação LUSA/HUGO DELGADO

Apesar de já ter tido resultados melhores, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, é, pela primeira vez, a líder partidária mais bem avaliada pelos portugueses. Numa escala de 0 a 20, a bloquista apresenta a nota de 11,1 – em Novembro de 2015, teve 11,3. Este é um apenas dos dados revelados pelo último barómetro da Aximage para o Correio da Manhã e para o Negócios.

O estudo mostra ainda que, embora continue a ter boa nota, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já esteve melhor nesta avaliação: numa escala de 0 a 20, Marcelo soma 17 valores, quando já teve 18,5.

A popularidade de Marcelo está, assim, sublinha ainda o Negócios, no nível mais baixo desde que é Presidente. Outros dados sobre Marcelo Rebelo de Sousa? Para 79,4% dos inquiridos, no último mês, Marcelo actuou “bem”; para 7,4%, a actuação foi “assim-assim”; e para 11,8% o esteve “mal”.

Quanto aos líderes partidários, à frente na tabela está, então, Catarina Martins, com 11,1. Em segundo, está o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, com 10,6. Muito próximo surge o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, com 10,4. Segue-se a líder centrista, Assunção Cristas, com a nota negativa de 8,5. Por fim, o social-democrata Rui Rio, igualmente com a nota negativa de 6,9.

António Costa, com a avaliação mais baixa desde que formou governo, já teve notas melhores: em Junho de 2017, por exemplo, chegou a 15,6. Mas também Rui Rio, nota ainda o Correio da Manhã, já baixou mais de cinco pontos na avaliação feita mensalmente.

E os portugueses confiam em António Costa para ser primeiro-ministro? Se em Outubro, Costa juntava uma percentagem de 55,3, agora essa confiança fica-se pelos 53,5%. No que respeita a Rui Rio, em Outubro a percentagem era de 30,1% e, em Novembro, é de 30,3%. Já a percentagem de portugueses que afirmam que nenhum dos dois merece confiança para governar é de 15%.

Quanto ao índice de expectativas que os portugueses têm no executivo, segundo escrevem ainda o Correio da Manhã e o Negócios, regista-se uma queda: há um ano, o Governo recebia 54 pontos em 100; este mês ficou-se pelos 34.

Nas intenções de voto, o PS cai para 37,8% (em Julho, esta percentagem era de 44); segue-se o PSD com 26,4%; o BE com 9,1%; o PCP, que desce para 6,2%; e o CDS, que também baixa para 7,7%.

No que respeita à ficha técnica, o universo inclui indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou telemóvel. A amostra é aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e teve 603 entrevistas efectivas: 281 a homens e 322 a mulheres. O trabalho de campo decorreu entre 9 e 12 de Novembro, com uma taxa de resposta de 76,9%. A margem de erro da sondagem é de 4%.

Resultados diferentes

O estudo de opinião da Eurosondagem para o Expresso e SIC, divulgado neste fim-de-semana, mostra, porém, dados diferentes. No que respeita à popularidade, a liderar a tabela está Marcelo, mas quem subiu mais, face à última sondagem, foi António Costa. No fim, está Catarina Martins.

De acordo com estes dados, há 71,8% de inquiridos que têm uma imagem positiva do Presidente da República, contra 7% que a consideram negativa – trata-se de um aumento de 0,5% e de uma popularidade contabilizada em 64,8%.

No caso de António Costa, a imagem positiva reúne 50,1%, contra 15,7% – o aumento é de 0,7%. A popularidade situa-se nos 34,4%.

Em Rui Rio, a percentagem relativa à imagem positiva é de 38,9%, enquanto a avaliação negativa é de 29,1%. Contas feitas, apresenta uma popularidade de 9,8%.

Com Assunção Cristas, os valores da imagem positiva (36,2%) também se aproximam dos da avaliação negativa (32,7%). Desceu 1,7%, apresentando agora uma popularidade de 3,5%.

Por fim, surgem Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Há 31,7% dos inquiridos que têm uma imagem positiva do líder comunista, sendo negativa para 30,1% (trata-se de uma descida de 1,6%). A popularidade é 1,6%.

A coordenadora do BE também regista uma descida de 0,9%, apresentando agora uma percentagem de 30,5% no que toca à imagem positiva e 30,3% para uma avaliação negativa. Popularidade? Apenas 0,2% neste caso.

Na intenção de voto, o PS reúne uma percentagem de 41,8% – e, em vez de cair, sobe 0,4% em relação à última sondagem. Segue-se o PSD, com 26,8%, menos 0,7% do que em Setembro. A seguir, surge o BE com 7,7% (menos 0,3%); o CDS com 7% (menos 0,7%); a CDU com 7% (sobe 0,1%); e, por fim, o PAN, com 1,8% (mais 0,7%).

Este estudo de opinião foi feito entre 7 e 14 de Novembro, através de entrevistas telefónicas. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região, num total de 1018 entrevistas validadas. O erro máximo da amostra é de 3,07%.