No Ponto: queijada de Carapito, Aguiar da Beira

Regularmente, a Fugas divulga um vídeo novo sobre um doce diferente.

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“É um doce que não leva açúcar”, explica a doceira Augusta Maria Barranha. De facto, a queijada que é feita em Carapito, à qual as gentes desta freguesia de Aguiar da Beira também chamam queijada de São Pedro, não contém nenhum adoçante. No entanto, a queijada é por aqui considerada um doce, ou pelo menos um bolo. O caso é muito semelhante ao dos fálgaros de Sernancelhe. São ambos bolos considerados doces, embora sem açúcar ou mel, e levam essencialmente farinha, muito queijo e muitos ovos.

Infelizmente, fora de Aguiar da Beira pouca gente conhece esta queijada, que começa a ficar em perigo de desaparecer, assim como outros doces da doçaria popular portuguesa. É pena, não só pelo doce, mas pelo sítio. Carapito é uma aldeia rústica, com casas e caminhos de pedra, e a zona envolvente é belíssima. Recomenda-se a casa de turismo rural de Augusta Maria Barranha, o Terreiro de Santa Cruz, onde pode aproveitar para comer queijadas acabadas de sair do forno.

A Doçaria Portuguesa

Cristina Castro criou o projecto No Ponto para registar e dar a conhecer os doces do país. Tem vindo a publicar a colecção A Doçaria Portuguesa, "os mais completos livros sobre a história e actualidade dos doces de Portugal". A investigação para este trabalho levou a autora a viajar por todos os concelhos em busca de especialidades doceiras. A partir da oportunidade de ver como se faz, de falar com quem produz, de conhecer vidas, histórias e tradições associadas à doçaria, surgiram os vídeos que desvendam um pouco de cada doce. Regularmente, a Fugas revela um vídeo novo sobre um doce diferente.

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