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Presidente faz apelo cívico e pede aposta na prevenção da sinistralidade rodoviária

Marcelo Rebelo de Sousa diz que os acidentes na estrada são "uma preocupação nacional", que se deve reflectir numa aposta na prevenção, na educação e na sinalização.

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Diogo Baptista

O Presidente da República fez este domingo um apelo cívico aos portugueses para se combater a sinistralidade rodoviária no país e pediu uma aposta das autoridades "na prevenção, na educação e na sinalização".

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou este domingo o dia mundial em memória das vítimas da estrada com uma mensagem no site da Presidência da República, recordando que os "dados mais recentes revelaram a lamentável inversão da tendência de decréscimo, desde 2010, dos acidentes rodoviários e vítimas mortais"

Trata-se de "uma preocupação nacional", que "deverá reflectir uma aposta na prevenção, na educação e na sinalização", pediu.

O Presidente agradece "a todos os que, diariamente, lidam de forma empenhada com as consequências traumáticas dos acidentes rodoviários" e faz um pedido aos cidadãos, "apelando a todos os portugueses, para que, em respeito das regras e com consciência cívica, contribuam para um ambiente rodoviário mais responsável e mais seguro".

Antes, Rebelo de Sousa lembrou que o dia mundial em memória das vítimas da estrada é assinalado, desde 2004, pela Liga de Associações "Estrada Viva", associando-se à "homenagem pública a todos os que, tragicamente, perderam a vida nas estradas" e recordando "todos aqueles" que "perderam a sua saúde, um familiar, um amigo".

"A sinistralidade rodoviária tem uma trágica e imensa dimensão para todos os que, directamente, vivem com as memórias dolorosas, na maior parte das vezes permanentes, causadas pela privação traumática de alguém próximo. É um problema grave à escala mundial, mas também à escala nacional", escreveu na nota colocada no site da Presidência da República.

A edição deste domingo do Jornal de Notícias dá também destaque ao aumento dos atropelamentos com fuga. Foram 447 em 2017, na sequência dos quais morreram nove pessoas, 25 ficaram feridas com gravidade e 434 com ferimentos ligeiros. Para além de ter registado mais atropelamentos – mais 28 do que em 2016 – 2017 foi o ano, desde 2010, em que registaram mais vitimas mortais.