Tela de Magritte vendida por preço recorde em Nova Iorque

Le principe du plaisir (1937) foi comprada num leilão da Sotheby’s por 23,8 milhões de euros. O recorde anterior do pintor belga estava nos 16.4 milhões (La corde sensible).

<i>Le principe du plaisir</i> foi pintado em 1937
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Le principe du plaisir foi pintado em 1937 SOTHEBY'S/ EPA

Um quadro do pintor belga René Magritte (1898-1967) foi vendido esta segunda-feira num leilão na Sotheby’s de Nova Iorque por 26,83 milhões de dólares (cerca de 23,8 milhões de euros) tornando-se a obra mais cara de sempre deste artista.

Le principe du plaisir, uma obra datada de 1937, destronou assim La corde sensible, que tinha sido vendida em Fevereiro do ano passado, em Londres, por 14,4 milhões de libras (o equivalente a 16,5 milhões de euros).

O valor agora alcançado ultrapassou também as estimativas da Sotheby's, que estavam entre os 15 e os 20 milhões de dólares. Ao todo, sete diferentes coleccionadores entraram na corrida à aquisição do quadro de Magritte, que pertencia a um privado.

Segundo a agência AFP, várias outras obras excederam também o valor inicialmente estimado, como foi o caso de Improvisation auf mahagoni, do pintor russo Vassily Kandinsky (1866-1944), adjudicada por 24,2 milhões de dólares (cerca de 21,4 milhões de euros), quando a leiloeira estimara igualmente que seria vendida entre os 15 e os 20 milhões de dólares.

Uma das surpresas do leilão – que começou no domingo e é dedicado ao Impressionismo e Arte Moderna – foi o facto de uma tela de Marsden Hartley (1877-1943), considerada um dos primeiros trabalhos totalmente abstractos na história da arte norte-americana, não ter encontrado comprador. Intitulada Pre-war pageant, e pintada em 1913 em Belim, foi levada à praça com um valor estimado em 30 milhões de dólares, quase cinco vezes mais do que o preço recorde de venda de uma obra de Hartley (6,3 milhões de dólares).

No primeiro dia do leilão – que irá prolongar-se até quinta-feira à noite –, também um quadro de Van Gogh, Canto de jardim de Asnières, ficou sem comprador. A obra pertence ao chamado período parisiense do pintor holandês, e tinha como preço estimado 40 milhões de dólares.