Pinto da Costa arguido após queixa do Benfica no caso dos emails

Em causa, neste inquérito com sete arguidos, estão crimes de ofensa a pessoa colectiva e de violação de correspondência.

Foto
Andre Rodrigues

O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, é um dos sete arguidos que resultaram da queixa apresentada pelo Benfica na sequência do caso dos emails. Em causa estão os crimes de ofensa a pessoa colectiva e de violação de correspondência.

"No âmbito de inquérito que teve origem numa queixa apresentada pelo Sport Lisboa e Benfica, foram, hoje, constituídos e interrogados sete arguidos. Estes arguidos encontram-se indiciados pela prática do crime de ofensa a pessoa colectiva, estando, ainda, um deles indiciado pela prática do crime de violação de correspondência", informou na noite desta sexta-feira o Ministério Público.

O inquérito em questão é diferente do caso dos e-mails, no qual se investigam crimes de corrupção e no qual existe um arguido constituído, mas a queixa que lhe deu origem decorre do mesmo processo. 

Entre os demais arguidos, contam-se vários outros dirigentes do FC Porto, entre os quais Fernando Gomes, Adelino Caldeira e Reinaldo Teles, para além do director de comunicação do clube, que já há meses que tinha sido notificado dessa condição.

De resto, Pinto da Costa foi nesta sexta-feira, durante cerca de 40 minutos, ouvido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, já que as diligências em causa se realizaram no âmbito de um inquérito atribuído à equipa que coordena as investigações relacionadas com crimes praticados no futebol.

O Benfica, recorde-se, já tinha avançado com uma queixa contra os "dragões", exigindo uma indemnização choruda pela divulgação pública e repetida de correspondência privada. Entre os crimes que os "encarnados" tentavam imputar contavam-se, para além dos referidos na nota do Ministério Público, concorrência desleal e violação do segredo de negócio.

Entretanto, o FC Porto confirmou a condição de arguidos dos seis administradores, salvaguardando que a todos "é imputado o crime de ofensa a pessoa colectiva". "Nem ao presidente do Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD, Jorge Nuno Pinto da Costa, nem a qualquer outro dos seus administradores foi imputada a participação em qualquer acto de acesso ilegítimo à correspondência electrónica do SL Benfica, ou de divulgação pública dessa correspondência", expõe o clube, em comunicado.

"Diogo Faria, funcionário do departamento de informação e comunicação, também foi constituído arguido, tendo-lhe sido imputados os crimes de ofensa a pessoa colectiva e violação de correspondência, exactamente os mesmos crimes imputados há uns meses a Francisco J. Marques, director de Informação e Comunicação do FC Porto", acrescenta.