Bilhetes para o Castelo de São Jorge ficam mais caros em 2019

A EGEAC chegou à conclusão de que pratica preços "inferiores à média" portuguesa e estrangeira, tanto no castelo como no Padrão dos Descobrimentos. A Carris vai ter máquinas de venda automática de bilhetes.

O castelo é o monumento mais visitado dos que estão sob gestão da EGEAC
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O castelo é o monumento mais visitado dos que estão sob gestão da EGEAC DANIEL ROCHA
O Padrão dos Descobrimentos, em Belém, é muito procurado pelas vistas sobre o Tejo
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O Padrão dos Descobrimentos, em Belém, é muito procurado pelas vistas sobre o Tejo daniel rocha
Depois de albergar o Teatro da Cornucópia durante 40 anos, o Teatro do Bairro Alto foi arrendado pela câmara e terá "programaçãoe xperimental"
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Depois de albergar o Teatro da Cornucópia durante 40 anos, o Teatro do Bairro Alto foi arrendado pela câmara e terá "programaçãoe xperimental" Fabio Augusto

Visitar o Castelo de São Jorge ou o Padrão dos Descobrimentos será mais caro em 2019. A empresa municipal de cultura de Lisboa, EGEAC, vai aumentar o preço dos bilhetes destes dois equipamentos, que são os mais visitados dos que estão sob a sua gestão. Uma entrada no castelo passará a custar 10 euros (mais 1,5 euros do que actualmente) e o bilhete do Padrão dos Descobrimentos sobe um euro (dos 5 para os 6 euros).

A proposta consta do Plano de Actividades e Orçamento da EGEAC para 2019, que foi aprovado pela câmara municipal na semana passada e será discutido na assembleia municipal nas próximas semanas. A empresa, liderada por Joana Gomes Cardoso, diz que este aumento de preço foi decidido depois de feita “uma análise comparativa (em Portugal e no estrangeiro) aos valores de ingressos em monumentos de importância similar”. Dessa análise saiu a conclusão de que “os valores praticados pela EGEAC são inferiores à média”, lê-se no documento.

No castelo, o novo preço de 10 euros vai ser cobrado aos portugueses e estrangeiros que não residam em Lisboa e tenham entre 26 e 64 anos – continuam a manter-se os descontos para jovens e seniores, bem como a gratuitidade para crianças e moradores do concelho. Já no Padrão, o bilhete que dá acesso à exposição, a um documentário com 47 minutos e ao miradouro lá no topo, passa a ser de 6 euros para os cidadãos com mais de 18 e menos de 65 anos, quer residam ou não em Lisboa.

A EGEAC espera que as visitas aos dois monumentos, que são já os campeões de entradas em Lisboa, cresçam ainda mais no próximo ano. No castelo são esperadas quase 2,1 milhões de pessoas, enquanto o Padrão deverá receber uns 360 mil visitantes (mais 64 mil do que os projectados para 2018). De acordo com o Plano de Actividades para o próximo ano, deverão aumentar as visitas a todos os museus e equipamentos culturais da EGEAC, à excepção das cinco galerias municipais (que vão sofrer obras e, por isso, estarão fechadas em certos períodos) e do Museu do Fado.

Neste documento provisional, semelhante ao que todas as empresas municipais de Lisboa entregaram à câmara nas últimas semanas, a EGEAC revela ainda que “em 2019 os museus e monumentos serão dotados de áudio-guias com tradução em várias línguas”. Também para o próximo ano está previsto “o início das obras de renovação do Torreão Poente do Terreiro do Paço”. Este espaço, onde está patente até 18 de Novembro a exposição Futuros de Lisboa, vai estar encerrado todo o ano e parte de 2020. A empresa espera que ele “se torne um dos principais núcleos expositivos da cidade”.

Outro espaço que terá obras de fundo no ano que vem é a Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, que estará fechada ao público durante algum tempo. Ali não muito longe, o Teatro do Bairro Alto, arrendado pela autarquia depois do fim da companhia teatral Cornucópia, vai estar em obras “no decorrer do primeiro semestre” e, quando abrir, estará focado na “criação e apresentação de projectos artísticos experimentais”.

Os planos de actividades das restantes empresas municipais de Lisboa trazem poucas surpresas. Uma das novidades está no documento da Carris, que em certo ponto refere que, para 2019, está prevista a “disponibilização de máquinas automáticas de venda de títulos de transporte” – embora não se especifique como nem quanto é que isso vai custar.

Já a Sociedade de Reabilitação Urbana Lisboa Ocidental (SRU) vai, como o PÚBLICO noticiou, ser responsável pela execução de grandes obras no município – escolas, creches, praças, casas. Este reforço do protagonismo da empresa tem gerado controvérsia entre vereadores e deputados da oposição, que argumentam que se vai perder capacidade de escrutínio das obras municipais – uma acusação rejeitada pelo executivo de Fernando Medina.