Procriação Medicamente Assistida: Hospital de Gaia diz que tratamentos suspensos vão ser retomados

Dois dos três profissionais estão de baixa médica em simultâneo. Hospital diz que tratamentos vão ser reiniciados a partir de segunda-feira.

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Nuno Ferreira Santos

Os tratamentos de 2.ª linha na unidade de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia (CHVNG) estão suspensos desde 22 de Outubro. Tudo porque dois dos três profissionais estão de baixa médica em simultâneo. A administração já fez saber que contratou um embriologista em regime de prestação de serviços e que, a partir de segunda-feira, os tratamentos serão reiniciados.

Por agora, estão a ser feitos os tratamentos de 2.ª linha (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóide) "quando o elemento feminino atinge o limite de idade de 40 anos a curto prazo ou se fizeram previamente algum procedimento que pode interferir com o sucesso do tratamento". Mantém-se a actividade no que respeita a inseminações artificiais e transferência de embriões criopreservados.

Durante este período, foram suspensos entre 25 e 30 tratamentos. "Os casais continuam a ser acompanhados, mas, consoante vão às consultas, são avisados que não iniciarão o tratamento conforme previsto", diz o CHVNG ao PÚBLICO.

Em comunicado, o Movimento Democrático das Mulheres (MDM) salienta que "as unidades de medicina de reprodução, para além de serem poucas, têm falta de recursos humanos". E acrescenta: "é neste contexto, de falta de cumprimento do direito universal à saúde, que surgiu mais uma notícia, agora na Unidade de Procriação Medicamente Assistida do Hospital de Gaia que cancelou os tratamentos de PMA por tempo indeterminado, por falta de técnicos de saúde". 

"O MDM reclama, mais uma vez, uma política de investimento público que permita ao SNS dar resposta atempada e flexível às necessidades da população, tendo em atenção as especificidades da saúde da mulher, e neste caso concreto com a criação de mais unidades de Procriação Medicamente Assistida, com cobertura regional e ainda com a contratação dos profissionais em falta, com vínculo público e permanente, assegurando condições de trabalho dignas", lê-se no comunicado.