Para Pinto da Costa, o último campeonato ganho valeu por cinco

O presidente do FC Porto apresentou o seu mais recente livro “Até ao Mar Azul – as Páginas do Presidente”.

Pinto da Costa com Sérgio Conceição e Pedro Marques Lopes
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Pinto da Costa com Sérgio Conceição e Pedro Marques Lopes LUSA/ESTELA SILVA

No dia em que o ranking de clubes da UEFA foi actualizado e o FC Porto surge como a equipa portuguesa com a melhor classificação, ocupando o décimo lugar – olhando apenas para a época actual os dragões ocupam mesmo o quinto lugar na lista, sendo apenas ultrapassados por Barcelona, Juventus, Dortmund e Ajax – Pinto da Costa apresentou o seu novo livro “Até ao Mar Azul – as Páginas do Presidente”. Na cerimónia o líder portista falou dos momentos mais marcantes do seu consulado de 36 anos e um deles foi o último campeonato ganho. Um título que valeu por cinco.  

"Foram cinco anos em que só ganhámos um campeonato nacional de futebol, mas que valeu por cinco. Valeu por cinco. Não é preciso dizer mais nada", referiu o dirigente “azul-e-branco”. Já sobre os momentos de maior felicidade desde que é presidente, Pinto da Costa resumiu: o primeiro campeonato ganho, Viena, o museu, a inauguração do estádio e o campeonato ganho em Maio.

A obra apresentada nesta terça-feira é uma compilação dos textos escritos pelo presidente do FC Porto nos últimos cinco anos na revista Dragões nos quais aborda alguns dos temas e personagens que marcaram o futebol português nos tempos mais recentes. Um dos assuntos comentados é o período conturbado vivido pelo Sporting durante a gestão de Bruno de Carvalho.

“Tal como tinha acontecido em 1994, por ocasião de um período igualmente crítico no Benfica, altura em que telefonei ao então presidente Jorge de Brito a garantir que o FC Porto não se iria aproveitar desse momento para contratar jogadores, também agora informei o presidente do Sporting de que o FC Porto não seria destino de nenhum dos que rescindisse”, escreveu Pinto da Costa num dos capítulos do seu livro, com o título “A ética é uma treta, para alguns”.

A passagem de Julen Lopetegui pelo Estádio do Dragão é outro tema abordado pelo presidente do FC Porto no livro e mereceu um comentário de Pinto da Costa na cerimónia de apresentação da obra. “Não fui só eu a acreditar, porque a selecção de Espanha acreditou e são muito mais espertos do que eu; o Real Madrid acreditou e agora não sei se mais alguém vai acreditar… Fui o pioneiro a acreditar e portanto não me sinto isolado", relatou Pinto da Costa.

Também a decisiva vitória no Estádio da Luz, que rendeu o 21.º título de campeão nacional de futebol da história do FC Porto, mereceu as palavras de Pinto da Costa. "Estávamos todos naquele pontapé, como logo a seguir estivemos todos naquele grito, naquele golo. Ali estava o FC Porto à imagem daquilo que nos habituámos a imaginar, cheio de coragem, seguro de si, a resgatar o primeiro lugar. Podem até apagar-nos as luzes, mas a outra luz, aquela força interior, ninguém extingue", escreveu Pinto de Costa, para quem o título foi "mais do que justo, depois de sete meses na frente, a praticar o melhor futebol e o jogo mais intenso, marcando mais golos, sofrendo menos do que qualquer adversário".