Aliança marca primeiro congresso para Fevereiro em Évora

Tal como o PÚBLICO já havia noticiado, a data do primeiro congresso do partido de Pedro Santana Lopes já está escolhida.

Santana fotografado durante a entrega de assinaturas para formalização do partido Aliança no Tribunal Constitucional
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Santana fotografado durante a entrega de assinaturas para formalização do partido Aliança no Tribunal Constitucional Nuno Ferreira Santos

O primeiro congresso do partido de Pedro Santana Lopes vai realizar-se em Évora, nos dias 9 e 10 e Fevereiro. A notícia é avançada este sábado pelo semanário Sol que entrevista o líder do Aliança.

Há pouco mais de quinze dias, o PÚBLICO já tinha anunciado que os apoiantes de Santana Lopes se reuniriam em conclave no primeiro fim-de-semana de Fevereiro em Torres Vedras, Porto ou Évora. Foi escolhida a terceira opção.

Ao que o PÚBLICO apurou, a comissão instaladora do partido terá 21 elementos e a comissão executiva será formada por sete membros. No congresso serão eleitos os órgãos da Aliança: o senado (que é equiparado ao Conselho Nacional, que costuma ser o órgão máximo entre congressos), o conselho de jurisdição e a comissão de auditoria.

Na longa entrevista ao Sol, Pedro Santana Lopes assume que o seu desejo é conseguir eleger 15 deputados (tantos quantos os que tem hoje o PCP) e arrisca dizer que "a Aliança está preparada para ir para o Governo". Confiante, Santana afirma: "Vamos alcançar um lugar de relevo no sistema partidário português. Vamos ser um médio/grande partido".

Sobre as primeiras eleições a que a Aliança concorrerá, as europeias de 26 de Maio de 2019, o líder do partido recém aprovado pelo Tribunal Constitucional revela que no interior da Aliança querem que ele seja cabeça de lista a esse acto eleitoral. "Mas não quero ir para o Parlamento Europeu (PE)", repete, explicando que acha "horrível" uma pessoa candidatar-se a um lugar e depois não o exercer. 

"Há vários perfis possíveis", acrescenta. "Pode ser uma pessoa já com credenciais na questão europeia e com experiência governativa. Pode ser alguém de fora da política, mas com reconhecimento dos portugueses. Tenho duas ou três hipóteses". À pergunta dos jornalistas sobre se gostaria que fosse Rui Moreira, Santana responde: "Nunca lhe iria fazer um desafio desses. Então ele foi eleito há um ano e ia sair da Câmara do Porto?"

Questionado sobre a forma como foi escolhido o nome do seu partido, Santana Lopes explica que foi um nome de que sempre gostou e rejeita a ideia de que tenha sido através de um focus group. "Sabe o que foi o focus group? Juntei a malta mais nova, no meu escritório (...), não paguei a nenhum focus group para se reunir". Entre as várias hipóteses, poderia ser Aliança Popular, Aliança Popular Democrática, Aliança. "Nove em dez escolheram só Aliança", revela o antigo primeiro-ministro do PSD.