Dar o tudo por tudo em Ras al-Khaimah

Depois da China, Figueiredo e Lima decidem futuro na Grand Final do Challenge Tour

Pedro Figueiredo vai tentar tornar-se nos Emirados Árabes Unidos o quarto português a conseguir o acesso ao European Tour © FILIPE GUERRA
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Pedro Figueiredo vai tentar tornar-se nos Emirados Árabes Unidos o quarto português a conseguir o acesso ao European Tour © FILIPE GUERRA

Pedro Figueiredo não saía do top-15 no ranking no Challenge Tour – os que são promovidos ao European Tour para 2019 – desde que a 10 de Junho venceu pela primeira vez neste circuito satélite, no KPMG Trophy na Bélgica. Saiu hoje, na penúltima prova do ano, o Foshan Open, na China, ao concluí-la no quinteto dos 35.ºs, o que acarretou uma descida de 13.º para 17.º na designada Road to Ras Al Khaimah.

Na prática, são os 16 primeiros desta tabela que conquistam o acesso à alta-roda europeia, visto que actual 6.º classificado, o finlandês Kim Koivu (que é treinado pelo português David Silva), ganhou três torneios nesta época e ascendeu automaticamente ao European Tour. O que quer dizer que o 16.º no final do ano ainda irá subir de divisão, e que “Figgy” está a um só degrau do apuramento, separado do 16.º, o inglês Max Orrin, por uns meros 795 pontos (ou euros, visto que são os mesmos).

Filipe Lima também não saiu da China melhor do que estava, quando falta apenas disputar, de 31 de Outubro a 3 de Novembro, a Grand Final em Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Lima terminou a prova empatado em 58.º com chinês Hongfu Wu e desceu de 31.º para 33.º no ranking, a 28.495 pontos do 16.º.

A Grand Final do Challenge Tour tem 364 mil euros para distribuir, dos quais €72.000 para o vencedor, €47.000 para o segundo e 28.000 para o terceiro, o que significa que Lima terá de ficar entre os dois primeiros para ter quaisquer hipóteses de voltar ao European Tour, onde já competiu tantos anos.

Já para Pedro Figueiredo, a entrada no top-16 culminaria uma ascensão metódica e consistente ao European Tour em dois anos, depois de em 2017 ter conseguido o cartão do Challenge Tour através do top-5 final no ranking do Pro Golf Tour, uma das terceiras divisões do golfe europeu, com sede na Alemanha.

Mas se entre Maio e Agosto o atleta do Sport Lisboa e Benfica conseguiu sete top-20’s em dez torneios disputados, incluindo a vitória na Bélgica, um 3.º lugar na Escócia e três outros top-10’s em Portugal, na Áustria e na Suécia, desde Setembro que não consegue nenhum top-20 – e já lá vão sete torneios jogados.

No Foshan Open, que decorreu no par 72 do Foshan Golf Club, em Shishan Town, distrito de Nanhai, “Figgy” e Lima passaram o cut nos 23.ºs, mas perderam posições no fim-de-semana. O primeiro somou 279 pancadas (70-68-71-70), 9 abaixo do Par, facturando um prémio de €2.875; e o segundo 286 (69-69-72-76), -2, recebendo €1.569. 

O vencedor foi o francês Victor Perez (68-65-67-69) ao bater no primeiro buraco do play-off o escocês Robert Macintyre (68-72-64-65), depois de terem terminado empatados na frente com 269 (-19). Perez ascendeu ao segundo lugar no ranking do circuito, tendo apenas à sua frente o dinamarquês Joachim Hansen.

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