Autarcas independentes divergem sobre criação de partido para ir a eleições

Há autarcas que querem disputar já as próximas legislativas e quem defenda que se devem concentrar nas autárquicas.

António Parada foi candidato à Cãmara de Matosinhos em 2013 e voltaria a tentar chegar à presidência em 2017, já como independente
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António Parada foi candidato à Cãmara de Matosinhos em 2013 e voltaria a tentar chegar à presidência em 2017, já como independente Fernando Veludo/NFACTOS

O coordenador nacional do Movimento de Autarcas Independentes (MAIS), António Parada, considerou neste sábado "prematuro" avançar com a criação de um partido político, com vista a concorrer nas próximas eleições legislativas.

Esta questão foi uma das mais discutidas num encontro que ocorreu neste dia em Portalegre, no qual participaram cidadãos e autarcas independentes de todo o país com o objcetivo de preparar o lançamento do MAIS, em Novembro, no Porto.

Em declarações aos jornalistas, à margem do encontro que decorreu na Herdade da Urra, propriedade do ex-candidato à presidência da República Cândido Ferreira, o coordenador nacional do MAIS relatou que, no decorrer da jornada, registaram-se intervenções para que o movimento avance para uma representação parlamentar.

"Não é aquilo que eu defendo, porque acho que é prematuro. Nós temos um projecto local, todos nós temos as nossas candidaturas, temos compromissos com as nossas populações, no meu caso em particular em Matosinhos", disse. António Parada, que também exerce o cargo de vereador no município de Matosinhos, considerou ainda que o MAIS "não terá espaço" no plano político nacional como movimento, sublinhando que, para concorrer às eleições legislativas, teria de se constituir como partido político.

"Partidos é aquilo que nós temos, é aquilo em que os cidadãos hoje já não votam. As pessoas hoje não votam, porque entendem que não devem votar nos partidos, isto é a maioria do país", sublinhou.

António Parada, que traçou como alvo as próximas eleições autárquicas, indicou ainda que, nos próximos tempos, o MAIS vai continuar a desenvolver reuniões com o objectivo de "tentar perceber" qual vai ser o "objecto do movimento" no futuro. "A sua participação a nível local está definida, estamos a encontrar um fio condutor e qual vai ser o papel deste movimento no país", disse.