Portugal favorito frente à África do Sul na Taça Davis

A selecção portuguesa tenta assegurar a permanência no Grupo I.

João Sousa
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João Sousa Reuters/Jerry Lai

Embora não seja habitual para Portugal estar a competir na Taça Davis nesta altura do ano, todos os tenistas nacionais responderam à chamada e vão estar, esta sexta-feira e sábado, no Club Internacional de Foot-Ball (CIF), em Lisboa, a discutir com a África do Sul a permanência no Grupo I e a presença, em 2019, no qualifying da fase final da prova. João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e João Domingues estão unidos e bastante motivados para esta eliminatória em que são favoritos, dada a ausência do melhor tenista sul-africano, Kevin Anderson.

É bom estarmos de volta a jogar no nosso país e neste clube, do qual temos tão boas memórias e nas nossas condições e isso pode ajudar a termos sucesso. O nosso ponto forte é estarmos aqui todos, pois não me lembro de alguma vez jogar Taça Davis em Outubro. Foi inesperado, é um desafio maior ter a equipa toda e acho espectacular estarem aqui todos. É uma equipa muito completa, versátil”, resumiu Nuno Marques.

A possibilidade de aceder ao Grupo Mundial, através da fase de qualificação que, no novo formato a estrear-se em 2019, vai disputar-se em Fevereiro, é um factor extra de motivação. “Não estava à espera de jogar em terra batida, mas achei que deveria fazer esse esforço para representar Portugal e estou a adaptar-me às condições. Vai ser uma eliminatória difícil, mas vamos dar o nosso melhor e tentar estar nesse Grupo Mundial no próximo ano, que é o nosso objectivo”, frisou o líder da selecção, João Sousa (44.º), vindo directamente da China.

Sem poder contar com Kevin Anderson, oitavo do ranking, o capitão sul-africano Marcos Ondruska recorreu a Lloyd Harris (112.º ATP), Nicolaas Scholtz (501.º), Ruan Roelofse (758.º) e o especialista de pares Raven Klaasen, 18.º no ranking da variante, na qual já conquistou 14 títulos e esteve nas finais do Open da Austrália, em 2014 e Wimbledon, este ano.

“A equipa sente-se bem e gosta de estar junta. Portugal tem usado a mesma táctica que nós: deu-nos um bom hotel, boas condições, levam-nos a sítios bonitos e depois esperam que os jogadores, quando forem jogar, estejam cansados”, brincou o antigo "top-30".

Ondruska deposita grandes esperanças em Harris que ao longo desta época subiu já 180 lugares, depois de vencer três futures (dois em Portugal) e dois challengers, o último há duas semanas. Este ano, o sul-africano só ganhou cinco encontros em terra batida, todos no Challenger Tour.