Ex-director da PJ Militar e antigo porta-voz voltam a ser interrogados pelo Ministério Público

Coronel Luís Vieira e Major Vasco Brazão foram notificados nesta sexta-feira pelos procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

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Miguel Manso

O antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) major Vasco Brazão vai ser novamente inquirido, a seu pedido, no Departamento Central de Investigação e Acção Penal na próxima terça-feira, disse o seu advogado à agência Lusa.

Segundo o advogado Ricardo Sá Fernandes, Vasco Brazão pediu para ser novamente ouvido pelos procuradores responsáveis pela investigação do aparecimento das armas roubadas em Tancos, tendo sido notificado da data da inquirição nesta sexta-feira.

O major Vasco Brazão, que se encontrava em missão na República Centro Africana, ficou em prisão domiciliária depois do primeiro interrogatório judicial.

O ex-director da Polícia Judiciária Militar (PJM), coronel Luís Vieira, vai também prestar declarações no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) no dia 23, confirmou o seu advogado à agência Lusa.

Segundo Rui Baleizão, Luís Vieira foi notificado nesta sexta-feira para comparecer junto dos procuradores do DCIAP que investigam o aparecimento das armas roubadas em Tancos.

Em 25 de Setembro, a Polícia Judiciária deteve o director e outros três responsáveis da PJM, um civil, e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.

Segundo o Ministério Público, em causa estão "factos susceptíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, receptação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desactivada - foi revelado no final de Junho de 2017.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

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