Ex-porta-voz da PJ Militar colocou casa das Forças Armadas no Airbnb

Instituto de Acção Social das Forças Armadas pode agora pedir uma indemnização a Vasco Brazão, que se encontra detido no âmbito do caso de Tancos.

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fábio augusto

Vasco Brazão, o antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar que se encontra actualmente detido no âmbito do caso do reaparecimento das armas roubadas em Tancos, subarrendou um apartamento das Forças Armadas na plataforma de alojamento local Airbnb.

A notícia é avançada pela TSF, que cita um relatório do Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA).

A casa em causa fica localizada na Rua da Aliança Operária, na Ajuda, em Lisboa e estava supostamente arrendada ao filho do oficial para habitação própria.

No entanto, o imóvel foi colocado por Vasco Brazão na plataforma Airbnb, segundo concluiu o IASFA, que poderá agora pedir uma indemnização por arrendamento ilegal daquele apartamento do Estado, noticia a TSF.

Segundo revelou esta terça-feira o Diário de Notícias, casas do Instituto de Acção Social das Forças Armadas têm sido usadas como alojamento local para turistas estrangeiros

Ministro espera "esclarecimentos urgentes"

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse que espera receber ainda esta terça-feira os "esclarecimentos urgentes" que pediu ao IASFA sobre estes casos.

O ministro escusou-se a dizer o que pensa sobre militares que subarrendam propriedades do Estado. "Procuro distinguir o que é daquilo que eu acho. Portanto, pedi os esclarecimentos, com certeza que eles chegarão hoje. Ontem [segunda-feira], com bastante insistência, chegaram perguntas e dúvidas ao gabinete sobre este assunto, foi feito o que era preciso fazer, e no mesmo dia coloca-se a questão ao IASFA", respondeu.

Azeredo Lopes recordou, no entanto, que há "uma orientação fortíssima deste Governo" para "o mais depressa possível se conhecer totalmente e com transparência quem são os utentes, quais são as condições em que beneficiam de algo que é importante, quais são os preços que pagam, quais são os seus rendimentos".

O governante sublinhou que esta orientação vem "na sequência aliás daquilo que é praticado, por exemplo, em grandes autarquias" e considerou que "não há razão para que isso não se faça" nas Forças Armadas. "E, portanto, vamos aguardar tranquilamente pelos esclarecimentos, que com certeza chegarão hoje [terça-feira]", reiterou.