Doze mortos nas Baleares após tromba de água

Equipas de resgate encontram corpos de dois alemães, vítimas depois das cheias de terça-feira em Maiorca: um menino de cinco anos continuava desaparecido.

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Os serviços de emergência pedem aos moradores que permaneçam nas suas casas
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Os serviços de emergência pedem aos moradores que permaneçam nas suas casas ATIENZA/EPA
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As inundações causadas pelas fortes chuvas que se verificaram na terça-feira na ilha de Maiorca, em Espanha, resultaram na morte de pelo menos doze pessoas, de acordo com as autoridades. Esta quinta-feira continuavam as buscas por uma criança desaparecida, um menino de cinco anos.

Nas localidades mais afectadas, gruas e moradores tentavam limpar ruas e casas da lama e de tudo o que ela arrastou depois de uma tromba de água que começou a cair ao fim do dia de terça-feira. 

Segundo o Governo regional balear, caíram até 220 litros de água por metro quadrado na zona de Sant Llorenç, a mais afectada pela intempérie. Às críticas de falta de previsão das chuvas e de preparação para as cheias, a presidente das Baleares, Francina Armengol, respondeu em declarações à Cadena Ser que "quando cai uma tromba de água de 200 litros por metro quadrado é impossível, tem de fazer estragos". 

Uma reportagem do diário El País relata como em Sant Llorenç gruas afastavam móveis, colchões, televisões, recheios de casas arrastados pelas águas das ruas, e moradores tentavam enfrentar um mar de lama para salvar o que pudessem. Uma das moradoras, Margalida Servera, de 74 anos, contou ao diário que "tudo se passou em dois minutos": "não tivemos tempo de nada". Só conseguiu segurar a mãe para esta ficar acima do nível das águas: "chegou-nos até aqui", relatou, apontando para a altura do peito. 

Nas ruas, havia carros praticamente submersos pela água castanha; alguns acabaram amontoados, virados ao contrário, com a força da torrente. Na quinta-feira, moradores e voluntários cobertos de lama continuavam a limpar. "Temos aqui trabalho para dias", dizia uma das moradoras ao El País.

Duzentos desalojados

A Unidade Militar de Emergências (UME) espanhola enviou para as Baleares uma centena de efectivos, oito veículos, uma embarcação, três helicópteros e três cães de rastreio para apoiarem os trabalhos de procura de vítimas e auxílio aos afectados. No final da noite de quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou Maiorca, onde agradeceu "aos serviços de emergência, que trabalham sem descanso para ajudar todos os afectados e avaliar os danos". 

Os serviços de urgência trabalham desde a noite de terça-feira nas zonas afectadas por desmoronamentos de terras a auxiliar a população e os turistas afectados pela situação. Mais de 200 pessoas foram desalojadas.

O Serviço de Emergência 112 apelou a que todos os moradores permaneçam nas suas casas e que nenhum estudante se deslocasse às escolas de Sant Llorenc des Cardassar, Colònia de Sant Pere, Artà e Son Servera, num momento em que vários centros desportivos estão a prestar apoio à população. Um deles é do tenista Rafael Nadal, que mora em Maiorca e que além de oferecer esta ajuda, tentava passar despercebido enquanto ajudava nas operações de limpeza, segundo a emissora alemã Deutsche Welle.

Enquanto isso, continuava a previsão de chuvas fortes em várias zonas do sudeste de Espanha.

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